08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Homenagem

Paulinho De Marchi
| Tempo de leitura: 1 min

Tenho três amigos em comum. Todos simplórios na forma de ser. Ambos “letrados”. E merecem nossas considerações e muito mais.


O primeiro, filho de ferroviário, foi brilhante jovem em busca de seu desenvolvimento num trajeto pautado de bons exemplos. Sua juventude foi na Bela Vista, onde nós machucávamos os dedões jogando futebol nos campinhos de terra, às vezes descalços. Tem sua bandeira nas letras com esplendor.


O segundo, “caipirão” estilo mineiro, agora “chapeludo”, teve sua nascença pelas bandas do Rio Batalha. Foi criado no meio da natureza, do cerrado, entre as matas de Guaricanga. Veio para a cidade grande, estudou o necessário.


De grande consciência política, aculturou-se. Aposentou-se e passou a curtir suas “extravagâncias”, principalmente passando à limpo, no papel, em poesia trovas e livros, sua experiência com as maravilhas da natureza, com esplêndida e admirável capacidade.


O terceiro, um pouco mais jovem, embora decano da CESP, recentemente premiado internacionalmente, faz parte do “rachão da Luso”, categoria “dente de leite”... vencido, um ambiente repleto de bons amigos, inclusive este. Seu feito recente foi vencer o Prêmio Cataratas de Contos e Poesia, concorrendo com 1.075 obras inscritas.


Dentre outras coisas mais, junto com seu amigo “Seu Laozo”, foi apresentador de um programa em TV bauruense, um misto de culinária de barranco e música de raiz. Bom papo, excelente e fraterno amigo, ganha todas, só não consegue ganhar do time de futebol do Bozó.


Com louvor, tiremos o chapéu para estes três bauruenses, na ordem: Joaquim Simões Filho, o Didi, Presidente da ABLetras; Lázaro Aparecido Carneiro, o Lazinho, e ao Claudio David Dangió. O Dangió, membro da ABLetras. Eles merecem!