As imagens do assalto a um bar no Altos da Cidade no último dia 16, captadas pelas câmeras de segurança do local, chocaram pela violência e covardia. Contudo, não foram suficientes para que um dos acusados fosse mantido preso. Após o prazo da prisão temporária ter vencido, Luis Henrique Vieira da Silva, 23 anos, identificado pelas imagens e pelas vítimas, foi solto no domingo sem que o pedido de preventiva fosse apreciado. Nessa terça-feira (24), porém, ele voltou a ser detido.
O crime foi noticiado pelo JC e chocou pela covardia. Comerciantes, mãe e filho foram agredidos pela dupla com uma barra de ferro. Um dos criminosos, Cristiano de Jesus, 43 anos, foi preso em flagrante pela PM pois deixou o RG cair durante a ação e acabou detido nas proximidades. Já Luis Henrique foi detido temporariamente no dia seguinte.
No dia 19, a Polícia Civil concluiu o inquérito e encaminhou ao Fórum o pedido de prisão preventiva. Entretanto, o caso não teve a apreciação judicial durante a validade da prisão temporária (cinco dias), que terminou no último domingo (22).
Por força da lei, o acusado teve que ser liberado. Somente nessa terça (24), após o pedido ser apreciado pela Justiça, a prisão preventiva de Luis Henrique foi decretada. O acusado, que já tinha antecedentes criminais por roubo, foi encontrado pela ronda policial em um ponto utilizado para consumo de drogas. Ele foi levado à Central de Polícia Judiciária (CPJ) e, posteriormente, enviado à unidade de detenção para o cumprimento do mandado de prisão preventiva. O acusado irá responder por roubo qualificado, emprego de arma e concurso de pessoas.
A Polícia Civil afirma que, depois que encaminha o inquérito, não acompanha e nem influencia a decisão judicial e não sabe por qual razão o pedido de prisão preventiva não foi apreciado antes do vencimento da temporária.
Já o Judiciário, por meio da 2.ª Vara Criminal, onde corre o processo, não quis se pronunciar sobre o caso.