No último final de semana o povo argentino sentiu um gosto doce das urnas, o até então inédito segundo turno elevou os sentimentos de mudança. Contagiando o país com mais de 51% dos votos, o empresário e prefeito de Buenos Aires, Mauricio Macri foi eleito presidente da Argentina, colocando um fim nos 12 anos da dinastia Kirchner no país vizinho.
Logo após eleito, Macri anunciou as medidas que irá tomar no início do seu governo, medidas como a retomada do crescimento de empregos formais (estagnada há 4 anos) e o duro combate a inflação que gira na casa dos 28%.
O presidente eleito herdará uma verdadeira herança maldita, resultado de 12 anos de um governo inconsequente e populista. Como neoliberal que é, Mauricio Macri terá que tomar medidas amargas para retomar a dilacerada economia argentina.
E por falar em populismo, o novo presidente já declarou ser favorável à retirada da Venezuela do Mercosul, país esse que, por sinal, é a casa do populismo, lá não se respeita a democracia, os políticos de oposição são presos, entre outras aberrações. Coube a Chávez, eleito em 1999, iniciar essa onda do populismo e inflamar toda a América do Sul com a omissão do governo “Camarada” brasileiro. Caberá ao novo chefe da nação argentina o papel de protagonista, e de apagar esse incêndio iniciado pelo finado Hugo Chávez.