| Douglas Reis |
| José Aparecido Barbosa confirmou pedido de R$ 15 mil |
A Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara Municipal ouviu, na manhã desta quinta-feira (26), três munícipes no procedimento que apura eventuais cobranças de propinas por agentes públicos da Prefeitura de Bauru em troca da liberação de áreas públicas em distritos industriais. O empresário José Aparecido Barbosa relatou que um funcionário, ao qual não soube identificar, pediu R$ 15 mil para que o processo de regularização da permissão de um terreno municipal tivesse andamento.
Aos vereadores, ele garantiu que não pagou e que a recusa teria motivado seu despejado do local, onde já estava desde 2010 no Distrito Industrial 1, no início deste ano. A cobrança, no entanto, teria ocorrido em meados de 2014. Barbosa se colocou à disposição do Legislativo para ajudar a identificar o autor do pedido indevido.
Por outro lado, o empresário Edvaldo Moreira de Almeida, que ocupava a área antes de José Aparecido, afirmou, sem apresentar provas, que o sucessor da concessão teria, sim, desembolsado o valor.
A informação foi confirmada por Fernandes Sicarire, ex-funcionário de Barbosa, com quem trabalhou por um ano e meio.
No dia 13 de novembro, o empresário Norberto Pagoto relatou a cobrança de R$ 10 mil, por parte de um agente público da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, também não identificado, em maio deste ano.
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