Conforme noticiou o Jornal da Cidade, perdemos, no meio da semana, o médico Luiz Fernando Ribeiro. Convivi com ele e a mulher, Denís, durante mais de 50 anos. Fui padrinho do feliz casamento, que gerou três filhos maravilhosos.
O Luiz Fernando foi médico dos meus filhos, Carlos Frederico e Verena. Eu e minha mulher, Anadir, acompanhamos e admiramos o seu belo trabalho à frente da Secretaria Municipal de Saúde durante a administração do meu irmão, Tidei de Lima, entre 1993 e 1976, quando foram instalados os primeiros Pronto-Socorros no Bela Vista, Ypiranga e Mary Dotta.
Mas minha convivência com Luiz Fernando começou anos antes. No início da década de 1960, eu era uma espécie de diretor artístico da Rádio Auri-Verde, inaugurada em 1956 pela Rede Piratininga. Escalei o estudante do Ernesto Monte Luiz Fernando Ribeiro para redigir e datilografar, na velha máquina Olivetti, os textos de um noticioso, campeão de audiência entre 20h30 e 21h30, com os principais fatos do dia, sem a habitual gilete press, quer dizer, a leitura de notícias recortadas de jornais. O Luiz Fernando captava as notícias sintonizando a respeitada Rádio Difusora, das Emissoras Associadas de São Paulo.
Aos domingos, o Luiz, juntamente com o estudante universitário Valdir Andreo, também repórter, era escalado para os jogos do campeonato amador da cidade. Não esqueço daquela decisão de 1963, no campo do BAC, entre Fortaleza e Internacional. O narrador Fernando Machado irradiando, eu comentando, e o Luiz mais o Valdir atrás dos gols informando rigorosamente sobre as habituais confusões dentro do campo, sem temer ameaças de jogadores e torcedores.
O Luiz deixou a emissora e a cidade quando foi aprovado no vestibular da Faculdade de Medicina (USP) em Ribeirão Preto. Na despedida definitiva deste meio de semana, os incontáveis amigos e admiradores não cansavam de resgatar passagens da rica trajetória do Luiz Fernando Ribeiro.