Família são pessoas da mesma descendência vivendo sob o mesmo teto (pai, mãe, filhos e até avós), compartilhando das mesmas necessidades e valores. A sociedade é ampliação da família, formada pela união de várias famílias que convivem e compartilham das mesmas ideias e valores. Já o Estado é um conjunto formado por essas instituições criando uma nação que tem o objetivo de organizar, controlar e administrar politicamente os mesmos. Podemos afirmar então que: a Família se inicia na união (casamento) natural do homem e da mulher e que ela é anterior à Sociedade e ao Estado. Sendo assim, a família é a primeira célula base da sociedade que forma um Estado.
Hoje vemos um Estado que não respeita a sociedade e a família. Então, como podemos aceitar que o Estado, originado da sociedade e a sociedade fundada pela família, possa ter o poder de alterar aquilo que o criou? Se colocarmos como exemplo como o filho que foi gerado pelo pai pode modificar aquele que o gerou. O Estado vem apoiando várias ações de instituições e ideologias que querem modificar o conceito de família. Uma das mais graves está na ideologia de gênero, que tem o propósito de tirar o direito da família de educar seus filhos passando para o Estado e a escola. Não podemos dar ao Estado o poder de alterar o conceito do casamento e da família. Se isso acontecer, destruiremos a célula base da sociedade e consequentemente a própria sociedade. Não existe um novo conceito de família, a função básica do casamento é união de um homem e uma mulher para gerar uma nova vida baseada em valores cristãos, éticos e morais.
Diante dessa realidade - um Estado autoritário e uma democracia falsa -, fico, às vezes, pensando se haverá esperança de um mundo melhor e mais justo, onde todos terão os mesmos direitos. Não estamos aqui promovendo qualquer tipo de preconceito ou discriminação para qualquer classe, mas sim defendendo os nossos direitos de decidir o que queremos para as nossas famílias.
Franz Kafka escreveu: “Esperanças há muitas, mas não para nós”. Então pergunto: haverá esperança? Apesar de nos sentirmos desanimados por conta de tudo que vem acontecendo em nosso País, eu acredito que sim! Temos que ser diferentes diante das realidades sociais, culturais e religiosas do mundo que distorcem e destroem o valor da família. Ser diferente não é deixar de evoluir e de enfrentar essa realidade que destrói aquilo que acreditamos, ser diferente é defender o maior tesouro que temos - “a família”.
Podemos não estar aqui para ver, mas devemos lutar para aqueles que virão depois de nós. Temos em nossas mãos o poder de transformar a sociedade defendendo a vida, a família e os valores cristãos. Paulo, em Romanos 8, 24-25, disse: “Porque pela esperança é que fomos salvos. Ora, ver o objeto da esperança já não é esperança; porque o que alguém vê, como é que ainda o espera? Nós que esperamos o que não vemos, é com paciência que o aguardamos”.
É dessa maneira que devemos agir, lutar pela esperança de um país e um mundo melhor sem ver, pois assim é esperar. Sempre digo aos meus filhos que todas as nossas ações refletem no nosso futuro, elas retornarão com maior intensidade, sendo boas ou más. Haverá um momento em que o ciclo vai se encerrar e por meio de nossos erros buscaremos voltar atrás e começar de novo. Não me lembro quem, mas alguém disse: “O único jeito de avançar é retroceder”. Sejamos esperançosos e combatentes com paciência e sem esperar ver.