09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Brasil, República para poucos

Carlos Eduardo Ruiz Martins, jornalista, radialista, acadêmico de direito
| Tempo de leitura: 2 min

Infelizmente, nas últimas décadas, nosso velho e querido País (Tupiniquim) tem apresentado políticos quase que centenários no Poder, com propostas espetaculares, mirabolantes. Todos apontam soluções concretas e, não tenho dúvida, até eficientes para resolver tudo.


Nas últimas décadas, o surgimento de vários partidos políticos, PT, PSDB, PV e mais umas dezenas, o velho PMDB, que sempre está ligado com o poder, seja direta ou indiretamente, em todos os governos que se passam e já passaram no Poder, sempre tem um pedacinho do “File Mignon”, ministérios, presidência da Câmara, vice-presidência, sempre servindo a Deus e ao Capeta, conforme os interesses dele, do partido e seus correligionários.


Percebam que o menos beneficiado sempre é o cidadão, que de dever só tem o famigerado Sistema Tributário (impostos diretos) e impostos indiretos, em que você paga e não sabe o que esta pagando, que penaliza todos e tudo, o que dá uma margem faraônica para que o Governo Federal arrecade cada vez mais para manter a máquina e o sistema que todos eles, senadores, deputados, sabem que tem que mudar, mas não querem, pois tem que ter receitas para manter esta máquina estatal, para manter a mordomia de todos eles.


Esta é a República brasileira criada para manter as mordomias dos faraós amantes do Poder, tudo pelo poder, não importando se pessoas morrem sem atendimento médico, se tem verbas para a educação, se o micro ou médio empresário vai quebrar ou não. Para eles, o que não pode é comprometer a sede arrecadatória do poder para não comprometer as mordomias dos faraós instalados em todas as faces do ‘Império Republicano’ brasileiro.


Sem verba, como ficam os salários faraônicos dos senhores ministros, senadores, deputados, funcionários em cargo de comissão que sempre se beneficiam após  enganar o eleitor nas campanhas sempre prometendo um País melhor, como retribuir às grandes empreiteiras, retornando aos seus cofres em troca de infinitas doações de campanhas. O pior é que esse “modus operandi” é prática comum em todo o Brasil por séculos e séculos, e temos também os grandes conglomerados financeiros, grandes colaboradores de campanhas eleitorais.


Por tudo isso e muito mais que a República brasileira existe para muito poucos que são amantes dos corredores do poder, menos para o brasileiro, pobre mortal que trabalha de verdade e vive uma das maiores crises morais e institucionais deste o Brasil Colônia. Viva o Brasil!