A assembleia de estudantes paulistas, ocorrida na noite de desta sexta-feira (4) na Escola Estadual Caetano de Campos, decidiu pela manutenção das escolas ocupadas. Cerca de 100 estudantes de mais de 40 ocupações reuniram-se na escola localizada no bairro da Aclimação, região central da capital paulista, para discutir os encaminhamentos após a suspensão da reorganização escolar pelo governador Geraldo Alckmin.
Os estudantes pedem que a suspensão seja oficializada pelo governo, por meio de decreto ou documento que garanta que o projeto atual não seja implementado. Apesar da decisão, os estudantes consideraram o pronunciamento de Alckmin e a saída do secretário da Educação vitórias do movimento.
A presidenta da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (Upes), Angela Meyer, disse que o clima é de comemoração. "Conseguimos fazer com que o Alckmin desse uma resposta para o movimento estudantil". Entretanto, ela diz que "a luta não está vencida". Segundo Angela, não há nenhum documento que diga que não haverá a reorganização em seu modelo atual em 2016.
A reorganização escolar proposta pelo governo de São Paulo, que seria implantada em 2016 e levaria ao fechamento de 93 escolas, foi suspensa para que seja aberto diálogo com a comunidade escolar no próximo ano. “Nossa decisão é adiar a reorganização e rediscuti-la escola por escola, com a comunidade, com os estudantes e, em especial, com os pais dos alunos”, disse Alckmin em entrevista coletiva hoje. Os estudantes permanecerão estudando nas escolas onde estão matriculados.