07 de julho de 2026
Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 3 min

JUSTIÇA NOS PONTOS CORRIDOS

Muita gente pede o fim dos pontos corridos, alegando que o mata-mata dá mais emoção. Pode ser, mas na minha opinião, não é a fórmula de disputa mais justa. Claro que Copa do Mundo, Copa do Brasil, Libertadores, têm que ser no sistema eliminatório. Como diz o jornalista Orlando Duarte, torneio é uma coisa e campeonato é outra. Não acho que o Brasileirão (campeonato) perde o interesse se um clube dispara na ponta e ergue o troféu. Em 1977, o Atlético-MG foi disparado o que mais pontuou, dono da melhor campanha. O São Paulo se classificou em 4º lugar no seu grupo e chegou à decisão contra o Galo no Mineirão. Na retranca, o Tricolor segurou o 0 a 0 em 120 minutos, depois ganhou nos pênaltis e conquistou seu primeiro título nacional. Não achei justo. Para mim, o futebol de resultado, time copeiro, é o antifutebol. Em 2002, o Santos ficou em 8º na fase classificatória mas acabou sendo o campeão. Se o Corinthians ficou 12 pontos à frente do 2º colocado (Atlético-MG) é porque foi a equipe mais eficiente ao longo da competição. Não há nenhuma má interpretação do regulamento no modelo de pontos corridos, o mais justo. Já o mata-mata é loteria, pouca coisa diferente dos pênaltis.

PÚBLICO     

O campeão Corinthians liderou no ranking de público do Brasileirão, com média de quase 35 mil pagantes por jogo. O Flamengo ficou em segundo lugar e Palmeiras em terceiro.


PREMIAÇÃO

Só os rebaixados não levam grana da premiação da TV Globo (R$ 36 milhões). O Corinthians ganhou R$ 10 milhões. O Atlético-MG poderia ter perdido 2 milhões se ficasse na 3ª colocação, mas garantiu o vice-campeonato e fatura R$ 6,3 milhões. O Grêmio fica com R$ 4,3 milhões. O São Paulo, 4º colocado, recebe R$ 3,3 milhões; o Santos (7º lugar), R$ 1,3 milhão; Palmeiras (9º lugar), R$ 1,1 milhão e Ponte Preta (11º ), R$ 900 mil. O Figueirense, primeiro fora da degola, R$ 350 mil.


FASE BRABA

O futebol do Rio fracassou redondamente no Campeonato Brasileiro de 2015, já que o melhor colocado, Flamengo, ficou em 12º lugar, a sete pontos da degola, enquanto o Vasco foi rebaixado – pela 3ª vez, diga-se de passagem. Foi o pior desempenho dos cariocas na era dos pontos corridos, e a pior média de gols em uma edição do Brasileirão. Juntos, Flamengo, Fluminense e Vasco marcaram 94 gols em 96 jogos. Todo o Vasco fez 22 gols. Ricardo Oliveira marcou 19.


CHEGADAS

O Grêmio garantiu sua sexta classificação para a Libertadores na última década. Neste período, apenas o São Paulo, com sete participações, chegou mais vezes ao principal torneio continental. No próximo ano será a 16ª participação do Grêmio, assim como o Palmeiras. E mais uma vez somente o Tricolor paulista supera o Tricolor gaúcho em participações na Libertadores, a 18ª em 2016. Já o Santos, de 2002 a 2015, chegou à 16 finais de competições.


NOROESTINO     

Dalcídio estava no Palestra em 1981, viu o Noroeste perder para o Palmeiras e cair para a Segunda Divisão. O noroestino roxo, que mora em Londrina, diz que ficou muitos anos triste com aquele rebaixamento e pede a publicação da ficha técnica do jogo. Ok, vou divulgar outra vez.


IRRESISTÍVEL

O Golden State Warriors, equipe do brasileiro Leandrinho e do supercraque Stephen Curry, continua imbatível na NBA. Batendo o Brooklyn Nets em Oakland, os Warriors aumentaram o recorde de triunfos. Agora são 22 em 22 jogos. Para variar, Curry foi o cestinha com 28 pontos.


MEMÓRIA

Paulistão de 1981: Palmeiras 1 x 0 Noroeste, no Palestra Itália, gol de Enéas. Árbitro: José de Assis Aragão. Público: 10 mil. Palmeiras: Gilmar; Nenê, Luiz Pereira, Deda e Pedrinho (Benazzi); Vitor Hugo, Aragonés e Enéas; Reginaldo, Paulinho (Osni) e Esquerdinha. Técnico: Jorge Vieira. Noroeste: Hindemburgo; Valter Nascimento, Dedê, Sidnei e Mauricinho; Ednaldo, Marcelo e Jenildo; Osmair, Parraga (Marcelo) e Wallace. Técnico: Celso Marão.


AQUELE ABRAÇO

Aquele abraço Sorriso, Cipó e todos do campeão Nacional.