09 de julho de 2026
Bairros

Matança de gatos é denunciada no Jd. Redentor

Marcus Liborio
| Tempo de leitura: 2 min

Arquivo Pessoal
Episódio mais recente foi registrado na última sexta-feira (4)
Quioshi Goto
Bernadete mostra os ‘sobreviventes’: “Não sabemos o que fazer”

O vidraceiro Marcelo Alvarez, 50 anos, terá que doar seus oito gatos de estimação. Motivo: evitar que os bichinhos tenham o mesmo destino de outros 15 felinos que ele cuidava, mortos em um intervalo de apenas seis meses. A suspeita é que tenham sido envenenados. O caso mais recente ocorreu entre sexta (4) e sábado (5) e vitimou três gatos: um adulto e dois filhotes.

Os animais estavam mortos na residência de Alvarez, que fica na quadra 3 da rua São Simão, Jardim Redentor. “Fui dar a ração para os gatos como sempre faço antes de sair de casa e percebi que estavam faltando três. Fui procurar e os encontrei caído no chão e constatei que já estavam sem vida”, lamentou.

Em uma caçamba no mesmo quarteirão, o vidraceiro encontrou uma “marmita” com arroz e peixe, possivelmente deixada no local com a intenção de envenenar os gatos. “Não tem mais o que fazer. Se eu manter os bichinhos em casa, vão todos morrer”, apontou, acrescentando que colocou os animais para adoção.

Alvarez reconhece que deixou “fugir do controle” ao acumular tantos gatos em casa, mas garante que sempre os tratou bem. “Agora que consegui ajuda para castrá-los vou ter que doá-los. É a única forma de mantê-los vivos”, reitera, referindo-se ao apoio que recebe da protetora dos animais Bernadete Cursino Souza.

“Faltam apenas dois gatinhos para serem castrados. No  entanto, não poderão mais viver na casa deles. A gente não sabe mais o que fazer e ninguém toma providências”, disse Bernadete, que pretendia procurar a polícia para registar o fato. “Entre as alternativas, estamos procurando uma chácara para deixá-los em segurança”.

Ao contrário da protetora de animais, Alvarez disse que não registraria boletim de ocorrência. “Não adianta porque não vai dar em nada”, critica.

Lei branda

Já o delegado do Meio Ambiente, Dinair José da Silva, reforça que é preciso comunicar o caso Polícia Civil para que a prática criminosa seja inibida. Ele, contudo, reconhece que a punição a quem comete crimes de maus-tratos a animais é pequena (vai de três meses a um ano de reclusão, mas a pena, geralmente, é convertida para a prestação de serviços sociais).

“A lei branda incentiva o crime ambiental, mas temos que trabalhar com o que temos”, pontuou, destacando que a denúncia seria investigada. “Faremos diligências em todos os sentidos, para tentar identificar as causas da morte e, se confirmado o envenenamento, a autor da matança”, promete.