09 de julho de 2026
Geral

Bauru confirma mais três casos de leishmaniose


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Três novos casos de Leishmaniose Visceral Americana (LVA) foram confirmados em Bauru nesta quarta-feira (9).

Os casos são de três adultos. Um deles é do sexo masculino, 30 anos, morador do Parque Santa Edwirges, com início dos sintomas em 21 de julho, tratado no Hospital Estadual de Bauru.

O segundo caso é do sexo feminino, 23 anos, morador do Parque Paulista, com início dos sintomas em 6 de junho, tratado no Hospital Estadual de Bauru.

O último caso é do sexo masculino, 45 anos, morador do Jardim Redentor, com início dos sintomas em 29 de julho, tratado no Hospital Estadual de Bauru.

No total, a cidade tem 13 casos confirmados de LVA.

 A doença em humanos

A transmissão da doença em humanos ocorre após a picada do mosquito Lutzomyia longipalpis, conhecido como mosquito palha, que esteja infectado pelo protozoário flebotomíneo depois de ter picado um animal infectado, que na área urbana podem ser cães e gatos.

Os sintomas da LVA em humanos são: febre, emagrecimento, fraqueza, anemia e aumento de baço, dentre outras manifestações.

O diagnóstico e tratamento estão disponíveis na rede de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS).  

A doença em animais

 A leishmaniose visceral canina é uma doença .grave para os animais. O cão é considerado um importante reservatório do parasita. A doença não é transmitida através da lambidas, mordidas e afagos. O contágio ocorre somente por meio da picada da fêmea do flebotomíneo Lutzomyia longipalpis infectada.

O cão infectado pelo parasita pode adoecer logo ou demorar meses para apresentar sintomas. Todos os cães infectados, e portanto, um risco à saúde, mesmo aqueles sem sintomas aparentes, são fonte de infecção para o inseto transmissor.

A colaboração da população é uma das formas mais efetivas de prevenção da doença através das seguintes ações:

Manutenção da limpeza dos quintais e terrenos baldios, escoamento da água parada, eliminação do lixo orgânico de forma adequada (restos de comida, folhas, frutos, restos de galhos), limpeza dos abrigos de animais domésticos, higienização periódica dos animais e outros

Sintomas em animais

Apatia, perda de apetite emagrecimento, feridas na pele, principalmente no focinho, orelhas, articulações e cauda, descamação da pele, crescimento anormal das unhas e perda de pelos. Em fase avançada da doença, os animais apresentam aumento abdominal (“barriga inchada” por causa do aumento do fígado e do baço), problemas oculares (olho vermelho, secreção ocular), diarreia, vômito e sangramento intestinal.