| Alex Mita |
| Profissionais e pacientes em frente à Câmara Municipal nessa segunda-feira (14) |
Profissionais e pacientes da saúde mental protestaram, nessa segunda-feira (14), em frente à Câmara de Bauru em defesa da reforma psiquiátrica, que versa sobre tratamentos feitos fora de manicômios, e da manutenção do coordenador nacional da área, Roberto Tikanoi, em seu cargo. O ato não se deu apenas na cidade, mas em diversos locais do País.
É o que afirma a psicóloga Juliana Pizano, que trabalha no Centro de Atenção Psicossocial (Caps). O grupo teme que o atual coordenador, Valencius Wurch, retroceda nas conquistas em prol dos tratamentos feitos fora de manicômios. “Ele era diretor do maior hospital psiquiátrico da América Latina, onde havia denúncias de maus-tratos aos pacientes”, critica.
Já o antigo diretor, Roberto Tikanoi, segundo a psicóloga, defendia a humanização dos tratamentos e trouxe o Núcleo de Atenção Psicossocial (Naps) a Bauru, em 1987. “Na mesma ocasião, foi instituído do Dia Nacional de Luta Antimanicomial, celebrado em 18 de maio”, argumenta Juliana.
Os vereadores Roque Ferreira, Artêmio Caetano e Paulo Eduardo de Souza manifestaram, na tribuna, apoio à causa. O Ministério da Saúde foi acionado nessa segunda (14), porém, não retornou até o final do mesmo dia.