08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Conselho Tutelar

Professora Maria Cristina Rios
| Tempo de leitura: 3 min

Quem vos fala é uma cidadã bauruense, que está indignada com o modo como foi suspensa a eleição do Conselho Tutelar de Bauru. Um senhor e um vereador em questão fizeram uma denúncia na sessão da Câmara Municipal de Bauru, na segunda-feira, dia 7 de dezembro deste ano, e o artigo foi publicado neste jornal no dia seguinte, 8 de dezembro, denúncia esta de que teria havido favorecimento e irregularidades por parte de alguns candidatos a conselheiro tutelar, faltando apenas 5 dias para o acontecimento em questão a eleição.


No dia seguinte, dia 9, a presidente da comissão do Conselho Tutelar de Bauru se pronunciou em um artigo dizendo que a eleição fora suspensa e os 34 (trinta e quatro) candidatos aprovados para a mesma não seriam prejudicados, pois a eleição irá acontecer dia 28 de fevereiro de 2016, e os eleitos irão assumir dia 28 de março de 2016.


A denúncia foi que houve telefonemas por parte do Recursos Humanos da prefeitura a alguns candidatos, informando-os que faltavam documentos exigidos pelo edital. No mesmo artigo do dia 9 de dezembro a presidente da Comissão disse também que não houve favorecimento algum e nem irregularidades por parte do RH da prefeitura, e que a comissão não pretende instaurar nenhuma investigação e nem apurar as denúncias de irregularidades. Agora me expliquem por que essa atitude por parte da comissão, por que suspender a eleição se a mesma não vai investigar os fatos?!


O Diário Oficial de Bauru é um jornal sério, íntegro e criterioso, o Edital do Concurso não poderia ser desconsiderado desta forma. Publicou-se também que os 96 candidatos indeferidos vão ter a chance de juntar documentação faltantes. Também não entendi, pois no D.O. e no Edital ficou bem claro que aqueles que fossem indeferidos tinham um prazo pra entrar com recurso, e se não conseguissem novamente seriam indeferidos, estava claro.


Agora, como o RH da prefeitura podia ligar para candidatos, se na hora da entrega da documentação tinha duas cópias do edital das exigências dos documentos e eram conferidos um a um, depois o candidato assinava a via do atendente e ficava com uma cópia. A documentação era colocada num envelope e lacrado, em seguida colocado em uma caixa. Isso indica que não foi o RH da prefeitura que fez os telefonemas. Então, quem foi? Está tudo muito confuso. Pois se a comissão indeferiu 96 candidatos ao analisar a documentação apresentada, qual vai ser o critério agora para deferir esses candidatos?


Bem, a 4ª etapa era para deferir os candidatos que haviam cumprido com toda a exigência do edital, sendo que os 34 (trinta e quatro) candidatos foram deferidos para quem não leu o edital, por documentação de experiência com criança e adolescente, idoneidade, capacidade, seriedade, compromisso e caráter. Pois foram aprovados como candidatos com todas essas exigência do Edital. E prejudicados no seu eleitorado, pois fizeram sua campanha, com panfletos, visitando, divulgando seu perfil e solicitando a confiança da população que no dia 13 de dezembro, iria às urnas votar no seu candidato. E no mesmo dia, segundo a comissão, já ficaríamos sabendo quem seriam os 10 efetivos e os 10 suplentes. No dia 10 de janeiro de 2016 tomariam posse.


Depois de toda essa confusão, foi prorrogado o mandato dos 10 conselheiros que já estão no cargo, o senhor e o vereador responsável pela denúncia não se pronunciaram contra a não investigação. Está tudo muito confuso e não esclarecido com coerência para a população bauruense. E se houve denúncia, cadê os nomes dos denunciados? Eles teriam que serem afastados do cargo até que se prove o contrário.


Eles não podem permanecer entre os 34 e sim impugnados, agora estão aí no meio como se nada tivesse acontecido. E ainda vão ficar no cargo até 28 de março de 2016. Infelizmente, está tudo muito mal esclarecido. Aguardo a público uma explicação. Pois o brasileiro tem um péssimo defeito: aceita tudo, eu não.