O proativismo do Judiciário avança na inércia da nossa sociedade. A incapacidade dos nossos legisladores em elaborar leis mais claras faz com que o desequilíbrio das instituições se acentue cada dia mais. A cada intervenção jurídica do STF e as instâncias inferiores na classe política, é um tapa na cara da democracia.
Estamos substituindo os Atos Institucionais (A.I) pelos acórdãos judiciais, por pessoas que não são menos corruptíveis do que a classe política, mas diferente da classe política, o Judiciário não tem compromisso com a sociedade, não tem que dar justificativa a ninguém. O despotismo judicial avança e a sociedade aplaude aquele que é responsável pelos maiores achaques à nossa democracia.
Aplaude a hipocrisia de uma classe que se diz justa, mas goza do recesso forense sem descontar esse período da suas próprias férias, se dizem paladinos da moral, mas gozam de mordomias iguais ou maiores aos dos parlamentares. Julgam apenas o que é do seu interesse, os processos que lhe darão mídia. E o processo da dona “Cotinha”? Esse fica na prateleira anos esperando uma decisão para apenas mudá-lo de prateleira.
E a sociedade? Aplaude.
Edilson Rodrigo Nogueira Marciano