10 de julho de 2026
Polícia

Briga por fone termina em facada no Jd Prudência

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

Fotos: Quioshi Goto
Lâmina chegou a entortar após golpe no tórax da vítima; na foto a travesti Sabrina, que foi presa em flagrante

A suspeita do furto de um fone de ouvido terminou em briga e tentativa de homicídio nessa segunda-feira (21) à tarde no Jardim Prudência, em Bauru. A travesti Sabrina, com nome de registro Jonathan Aparecido da Silva Mello, 21 anos, foi presa em flagrante pela Polícia Militar (PM) depois de golpear no tórax, usando uma faca de cozinha, outra travesti de nome social Natasha, que teria 23 anos. A discussão ocorreu na casa em que as duas moravam há alguns anos, na quadra 2 da rua Antônio Egídio Padilha.

A vítima foi socorrida em estado grave no Pronto-Socorro Central (PSC) e, pouco depois, acabou transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Base (HB).
Segundo a assessoria de imprensa da unidade, Natasha permanecia internada na UTI, mas consciente e seu quadro de saúde era considerado estável no início da noite dessa segunda.

A CONFUSÃO

A briga ocorreu por volta das 13h30 em um quarto da casa. Ao irritar-se com as acusações de furto feitas pela colega, Sabrina pegou uma faca que carregava dentro de uma bolsa e golpeou Natasha. A força do golpe chegou a entortar a lâmina da arma branca.

Na sequência, a Unidade de Resgate (UR) do Corpo de Bombeiros foi acionada. A Polícia Militar só ficou sabendo do fato após ser chamada pela própria UR.

Ao chegarem ao local, inclusive, os policiais teriam encontrado a autora lavando o sangue existente no cômodo na tentativa de esconder os sinais do crime. Sabrina foi apreendida e levada até a Central de Polícia Judiciária (CPJ), onde teve a prisão ratificada por tentativa de homicídio qualificado, ocorrido por motivo torpe.

Se condenada, ela, que até então não tinha antecedentes criminais, pode cumprir de 6 a 10 anos de reclusão. O fone de ouvido, que teria motivado a briga entre as moradoras, não foi apreendido pela polícia.

Nome divergente

No boletim de ocorrência registrado pela Polícia Civil consta que o nome da vítima, segundo a Polícia Militar, seria Esteferson Lima da Silva. Tanto no hospital quanto no Pronto-Socorro, porém, Natasha teria dado entrada com nome de registro Wesley Carlos Dora. Após mandar uma equipe ao hospital, o delegado que registrou o caso, Paulo Calil, informou que registraria um adendo ao documento policial informando o outro nome para fins de investigação. Até o final dessa segunda, a Polícia Civil não possuía informações sobre o nome correto da vítima.