09 de julho de 2026
Regional

Botucatuense assume comando da Esquadrilha da Fumaça


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Cabo Diego/Academia da Força Aérea
Tenente-coronel Onoda Luiz Caldas assumiu o posto na última sexta-feira (18), na Academia da Força Aérea de Pirassununga

O tenente-coronel Onoda Luiz Caldas, 39 anos, natural de Botucatu, é o novo comandante da prestigiada Esquadrilha da Fumaça. A passagem de liderança foi realizada em pleno voo, na última sexta-feira (18), na Academia da Força Aérea, em Pirassununga. As seis aeronaves A-29 Super Tucano decolaram guiadas pelo avião #01 em dorso, comandado pelo coronel Marcelo Gobett. Logo, o líder cedeu seu lugar na formação para a aeronave pilotada pelo tenente-coronel líbero, que tomou a posição de liderança no grupo para guiar a dispersão e o pouso. No chão, o público acompanhou o momento pela fonia. Caldas é filho do atual vice-prefeito de Botucatu, Professor Caldas (Antonio Luiz Caldas Junior).

Presente ao evento, o ministro da Defesa brasileiro, Aldo Rebelo, destacou o papel institucional da Esquadrilha da Fumaça (Esquadrão de Demonstração Aérea - EDA) na divulgação do trabalho das Forças Armadas. “É uma maneira de projetar para a sociedade o que significa e o que há de melhor nas nossas Forças Armadas, que é exatamente a disciplina, a hierarquia, a capacidade, a perícia e que a Esquadrilha da Fumaça demonstra em larga escala. Temos isso nas Forças Armadas e muitas vezes essas qualidades ficam no anonimato”, afirmou Rebelo, que acompanhou a cerimônia ao lado do comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato.

Desde o retorno da Esquadrilha com o avião A-29 Super Tucano, em julho passado, foram realizadas 15 demonstrações aéreas pelo Brasil. Segundo o novo comandante, os próximos dois anos serão dedicados para sedimentar o trabalho desenvolvido durante a implantação e buscar desenvolver as potencialidades da aeronave. Para os fãs do EDA que aguardam para ver as acrobacias do grupo, o tenente-coronel Caldas mandou um recado: “Espero que possamos realizar demonstrações por todo o Brasil e o público que tanto aguardou possa rever a Fumaça”, afirma.

Currículo

O tenente-coronel líbero Onoda Luiz Caldas acumula 5,3 mil horas de voo, tendo pilotado as aeronaves Super Blanick, U-42, P-95, C-95, T-25 Universal, T-27 Tucano, Extra 300, G-120TP, A-29 Super Tucano. Formou-se aspirante-a-oficial na Academia da Força Aérea (AFA) em 1997. Foi promovido ao atual posto em agosto deste ano. É instrutor de voo da AFA, ala de aviação de ataque, primeiro piloto de patrulha.

Antes de assumir o comando da Esquadrilha da Fumaça, foi comandante do Segundo Esquadrão de Instrução Aérea (2º EIA), responsável pela formação dos cadetes no segundo ano de curso na AFA, o primeiro contato dos alunos com a aviação a bordo do T-25. Também na Academia foi chefe do setor operações da Divisão de Instrução de Voo, e chefe da subseção de doutrina do primeiro Esquadrão de Primeiro Esquadrão de Instrução Aérea (1º EIA), quando os cadetes do quarto ano voam a aeronave T-27 Tucano.

Foi piloto das aeronaves das posições #6 e #7 da Esquadrilha da Fumaça entre os anos de 2008 e 2011. Também foi chefe de doutrina do Esquadrão Cardeal (4º/7º GAV), extinto em 2011 pela FAB. A unidade operava o P-95 Bandeirulha e estava localizada na Base Aérea de Santa Cruz (RJ). (Fonte Força Aérea Brasileira - Esquadrão de Demonstração Aérea -Gabinete do Comandante da Aeronáutica).

Sonho de infância

O tenente-coronel Caldas conta que quando criança sonhava em ser aviador. Muito do incentivo veio da cidade onde morava. Na época, Botucatu (100 quilômetros de Bauru) era sede da fabricante de aviões Neiva. Hoje, a planta industrial é propriedade da Embraer e produz o avião Ipanema, muito usado na aviação agrícola.
Quando ingressou na Academia da Força Aérea (AFA), mesmo sabendo que a sede da Esquadrilha ficava ali, o sentimento do jovem Caldas era que a Fumaça parecia ser algo distante.

Só quando passou a ser instrutor na AFA, muitos anos depois de formado, é que a possibilidade de ingressar neste seleto grupo começou a parecer mais próxima. Essa possibilidade tornou-se real em 2008, quando ingressou como piloto. Agora, retorna como comandante.