Sobre o episódio de Chico Buarque, pressionado na noite de segunda-feira por um grupo de jovens no Leblon, Rio de Janeiro, por conta de suas históricas convicções políticas à esquerda, é preciso observar que o cantor – e qualquer pessoa, especialmente figuras públicas – pode ser alvo de questionamentos, sim. Isso é democrático. Ocorre que a abordagem foi inadequada. Feita de forma a intimidar, com alguns gritos, provocações, palavrões... Aí a situação passa a ser de mau gosto a exagerada. De natural a extravagante. De democrática a impositiva. Perde-se a razão, seja qual for o mérito da questão. As pessoas – e os jovens, especialmente – estão com pavio muito curto e se esquecendo de noções básicas de educação que valem, inclusive, para momentos mais quentes em embates e divergências.