Com 774 estabelecimentos comerciais, de acordo com a prefeitura, a região do Núcleo Mary Dota consolidou-se como um dos principais polos comerciais e de serviço fora do eixo Centro-Sul da cidade – para muitos, é o maior polo fora da região central. E a variedade de produtos encontrados no bairro, sobretudo na avenida Marcos de Paula Raphael, atrai pessoas de todo o entorno.
Supermercados, mercearias, quitandas, lojas de roupas e calçados, postos de combustível, casa lotérica, banco, borracharias, oficinas mecânicas, casa agropecuária, escolas de idiomas, funilarias, entre outros. A lista de estabelecimento no bairro é extensa, e reflete a diversidade de produtos que podem ser adquiridos.
Thatianne Ponce Quaresma tem 29 anos e mora há 24 anos no Mary Dota, e desde 2012 possui uma escola de inglês no bairro. “Eu cheguei aqui com cinco anos de idade, e era tudo diferente, não tinha calçada na frente das casas, pouco comércio. Com o passar dos anos isso se tornou uma cidade, e quem é daqui tem orgulho do Mary Dota”, ressalta.
Ela é uma das empreendedoras do bairro, e há três anos com uma escola de idiomas, acredita no potencial do Mary Dota. “Eu casei e comprei uma casa aqui mesmo. Sempre quis empreender e vi nesse ramo um potencial, porque faltava uma escola de inglês, eu já dava aula de inglês na época da faculdade e vi essa demanda no bairro. A maioria dos alunos mora perto, e prefere estudar no bairro do que ir para o Centro ou Zona Sul, é mais prático”, salienta.
Gerações
O comerciante Thiago José Garcia, de 32 anos, cresceu vendo os pais tocarem a loja de ração e produtos pet na avenida principal do bairro. Hoje, é ele quem comanda o estabelecimento, ao lado da esposa Edmara Mourão. O pai, Adelphi, faleceu recentemente, e a mãe, Vera Garcia, acompanha mais à distância o movimento do estabelecimento.
Para ele, o segmento tem potencial para crescer ainda mais. “A gente mudou de Reginópolis para Bauru, morando primeiro no Beija-Flor e depois de um ano viemos aqui para o Mary Dota, isso há 22 anos, e desde então temos a loja. Eu quando tinha dez anos já comecei a ajudar a atender, e sempre gostei. O bairro cresceu muito, e a procura pelos produtos também, hoje em dia a maioria das pessoas tem um animal de estimação em casa, e acabam consumindo, é um setor em expansão”, salienta.
Banco e cartório
A Associação Comercial dos Empresários do Mary Dota (Acemad) reúne cerca de cem associados, e busca melhorias para o setor. O presidente Fábio Xavier cita que uma das principais demandas na atualidade é a necessidade de mais uma agência bancária – hoje, existe apenas uma, do Banco do Brasil. “Já levamos esse pedido aos bancos, e há o interesse, mas a gente tem que viabilizar uma área. É algo necessário, em dia de pagamento a casa lotérica fica com filas enormes”, aponta. “Para o bairro de maneira geral, o que a gente tem pedido é melhorias na UPA e mais policiamento”, reitera.
A empresária Helenice Rohrer, que tem uma auto-escola, lembra que também falta um cartório. “Acho que é a única coisa que a gente não tem no bairro. Mas teria demanda, hoje em dia quando precisa resolver algo no cartório tem que ir ao Centro”, cita.