08 de julho de 2026
Geral

Odontologia dá adeus a Alceu Berbert

Marcus Liborio
| Tempo de leitura: 2 min

Álbum de Família/Divulgação
Os filhos Christiane, Alceu Luiz, Cláudia, Fabio e Lucienne, com Cléli 

e Alceu

Morreu, na madrugada dessa terça-feira (29), aos 81 anos, professor titular da disciplina de endodontia da Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo (FOB/USP), Alceu Berbert. O dentista estava internado na UTI do Hospital da Unimed após complicações de um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Definido pelos filhos como uma pessoa carismática, generosa e de “grande coração”, Alceu era muito dedicado ao trabalho. Sua história, inclusive, se confunde com a educação da odontologia em Bauru. Foi o primeiro coordenador do curso de odontologia da Universidade do Sagrado Coração (USC), em 1991. Nascido em Getulina, Berbert concluiu a faculdade em Lins e chegou manter consultório em sua cidade Natal e também no município de Jaú.

Em 1967, passou no concurso, mudou-se para Bauru e começou a lecionar na FOB/USP. Lá, consolidou-se como um dos principais nomes da faculdade. Em 2002, ele se aposentou. Religioso, o dentista aposentado era diácono e um dos pioneiros da inauguração da Igreja Cristã Maranata em Bauru. Adorava mexer com a terra e tinha como hábito a agricultura, em sua chácara na cidade.

Alceu deixa a esposa Clélia, os filhos Christiane, Alceu Luiz, Cláudia, Fábio Luiz e Lucienne, além de sete netos e um bisneto. O velório ocorreu nessa terça, no Teatro Universitário da FOB/USP. O sepultamento se deu nesta terça no Cemitério Jardim do Ipê.

Generosidade  

“Meu pai deixa o legado de seriedade, honestidade, generosidade e humildade, associado a uma alta performance em termos profissionais e uma versatilidade muito grande. Uma pessoa carismática e que gostava de ajudar o próximo”, define o filho e médico Alceu Luiz.

São-paulino e apaixonado por futebol, o dentista chegou a jogar na equipe profissional do Linense, na posição de zagueiro, antes de começar a faculdade, acrescentou o filho.

Ex-aluno de Alceu Berbert, o dentista Celso Kenji lamentou a perda do professor e amigo. “Me orientou na pós-graduação e no mestrado. Ele era tudo o que falta hoje: exemplo de ética, de ser humano, administrador. Infelizmente, é um profissional que não existe mais. Sabia tudo de endodontia”, lamentou.