Absurdo é você ouvir no rádio logo cedo que o salário mínimo vai subir para R$ 880,00 e ainda dizer que tá “mais ou menos”. Ok. Vamos pensar pelo seguinte lado: até uns 3 anos atrás, na compra, ou “pedido”, do mês, gastava-se em média R$ 200,00 (falo isso por mim, há divergências). Hoje, em média, são gastos R$ 400,00. Por outro lado, vamos pensar o seguinte: de R$ 880,00 (bruto) que você recebe (ou seja, sem descontar nada, nem mesmo empréstimo), subtrai-se uma média de R$ 400,00, que é o valor médio que se gasta na compra do mês.
Sobrando R$ 480,00, você ainda tem que pagar as contas rotineiras (água, energia, telefone, gás, IPTU etc). Se tiver carro, ainda terá o IPVA e terá que abastecer (e se o carro der algum problema mecânico, já sabe, né?). Ah... se a casa não for própria, tem mais o aluguel, que no mínimo é R$ 500,00 (e olhe lá!). Quer dizer, onde é que tá “mais ou menos”? Até a tarifa do transporte público, para as condições de Bauru, não tá barato... Enfim, estaria “mais ou menos” se o nosso salário subisse de acordo com a inflação, ou, para ser mais exato, como dizem economistas por aí, se tivermos que guardar alguma “reserva” pra alguma emergência. Ainda assim, acho que não vai dar, né?