Os consumidores encerraram 2015 enfrentando centros de compras lotados e corredores de supermercados disputados. Como hoje os estabelecimentos estão fechados, muita gente correu para garantir os itens que faltavam para a ceia ou o traje idealizado para iniciar com sorte 2016. Alguns até enfrentaram o vaivém típico de véspera de Ano Novo para aproveitar promoções “pós-Natal”.
No período da manhã, a movimentação de carros nas ruas era a mesma de um dia de semana comum. Muitas pessoas passeavam com sacolas cheias de compras. A recepcionista Jenniffer Francine Moraes Mendes, 19 anos, por exemplo, percorria lojas à procura de um vestido. Mas tinha de ser branco.
“Simboliza a paz e é o que eu desejo para o ano que se inicia”, destaca. Em uma loja de roupas, a babá Cristiele Mattos, 36 anos, pesquisava o preço de bermuda para a filha Giovanna Mattos, de 11 anos. “De repente, tem alguma promoção de última hora. Eu já garanti o meu vestido e estou aproveitando para passear”, brincou.
Giovanna enfatizou de a peça tinha que ser da cor branca. No entanto, diferente da outra consumidora, a exigência não tem nada a ver com superstição. “É uma questão de gosto mesmo”, ponderou.
Já para compor a ceia de Ano Novo, a família segue um costume supersticioso. “Não comemos aves, pois elas ciscam para trás. No lugar da ave, servimos peixes. Por isso, o bacalhau já está até comprado”, conta Cristiele.
Disputa
Aperta de um lado, se esquiva do outro e redobra a atenção para não esbarrar em nada ou em alguém. Assim estavam os corredores de supermercados disputados. Em alguns períodos do dia, era difícil até conseguir uma vaga nos estacionamentos desses estabelecimentos.
Em um supermercado pelo qual a reportagem passou, a maior procura se concentrava no setor de hortifrútis. Mas a aposentada Leonilda Molina, 78 anos, também seguia uma busca incessante pelo tradicional bacalhau, que seria servido à família no almoço de hoje. “Não pode faltar à mesa, mas está difícil achar na última hora”, disse, enquanto separava um cacho de bananas.
Outro que deixou para comprar alguns itens da ceia de Ano Novo no último dia de 2015 foi o aposentado Hélio Ferraz, 80 anos. “É típico do brasileiro deixar tudo para a última hora. Notei que o movimento de hoje (nessa quinta-31) superou o do Natal”, avaliou, destacando as frutas que não poderiam faltar à mesa no primeiro dia de 2016. “Manga, abacaxi e pêssego”.