11 de julho de 2026
Geral

Pintura de solo fica aquém do esperado por causa da chuva

Marcus Liborio
| Tempo de leitura: 3 min

Douglas Reis
Trecho da Getúlio Vargas não conta com faixa tracejada branca

O excesso de chuvas registrado no ano passado “empacou” um dos serviços realizados pela Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb): o de sinalização de solo, que não teve a meta atingida em 2015. Esperava-se sinalizar 100 mil metros quadrados nas vias da cidade, mas foram concluídos 77.829,00 metros quadrados, ante 99 mil em 2014, o que representa uma queda de 27,9%. O trabalho é considerado muito importante por conta da segurança no trânsito.

Desde quando começou a contabilizar o número de sinalizações de solo no município, em 2011, a empresa só concluiu o que havia sido proposto em 2014 (veja quadro abaixo).

São quatro tipos de pinturas de solo: de pedestres; amarelas duplas (divisória de fluxo); legendas de pare; e tracejadas brancas - que dividem as faixas de rolamento no mesmo sentido da via. A reportagem do Jornal da Cidade registrou falhas ou falta de sinalização de solo nas principais artérias viárias do município, como em trechos das avenidas Duque de Caxias e Getúlio Vargas, além da rotatória que dá acesso à Vila Falcão.

A demanda é consideravelmente alta pela Emdurb. Segundo o gerente de planejamento e sinalização viária da empresa, Aníbal dos Santos Ramalho, a pasta recebe em torno de 100 pedidos mensais da população para corrigir ou implantar sinalização de solo em algum ponto de Bauru. Como 2015 foi um ano atípico (mais chuvoso do que 2014), nem todas as solicitações foram atendidas.

“Esse número foi menor devido à quantidade de chuvas ocorridas em (2015), o que impossibilitou a execução do trabalho por determinado período”, destacou Ramalho, acrescentando que, para efetuar pintura das faixas divisórias de fluxo, é necessário o auxílio de grandes máquinas, o que influencia diretamente no trânsito e, consequentemente, exige estudo antes da execução do serviço.

Prioridade

Não é possível, também, estimar o tempo para realizar as pinturas, pois existem diversos fatores que podem influenciar na conclusão da atividade, tais como a condição do pavimento, fluxo de veículos no momento do trabalho e tipo de pintura a ser realizada. A prioridade, segundo Ramalho, é atender as grandes artérias viárias da cidade como avenidas e vias coletoras, que são responsáveis por distribuir o trânsito entre regiões do município. É o caso da rua Campos Salles e da rua Dos Andradas, por exemplo.

Segurança

O taxista José Fernandes de Oliveira Neto, 59 anos, percorre entre 60 e 70 quilômetros por dia em Bauru. Para ele, a sinalização de solo é fundamental para evitar acidentes. “Muitas placas de pare ficam escondidas em meio a galhos de árvores. A alternativa, nesses casos, é buscar orientação pelas pinturas de solo, mas vários pontos na cidade não têm”, critica.

Segundo o 1.º tenente PM José Sergio de Souza, que é comandante do Pelotão de Trânsito da Polícia Militar em Bauru, pinturas de solo ajudam a sinalizar a via corretamente. “Garante a segurança do trânsito”, reitera.

Souza destaca que a falta de sinalização de solo pode até influenciar na aplicação de multas. “Para autuar o condutor, com base no que diz o Código de Trânsito Brasileiro, as pinturas de chão devem estar nitidamente visíveis. Se gerar dúvidas, não podemos aplicar a multa”, diz.

Primeiro de Agosto

Entre os alvos de critica da população está a quadra 15 da rua Primeiro de Agosto, próximo ao Cemitério da Saudade, onde não há faixas amarelas duplas (divisória de fluxo). Questionado, Aníbal dos Santos Ramalho, gerente de planejamento e sinalização viária da Emdurb, explica que o fluxo de veículos no trecho é seccionado por meio de dispositivos fixos. “No local, existem tartarugas”.