08 de julho de 2026
Esportes

Bauruense é o presidente do Palmas Futebol e Regatas

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 3 min

Renan Casal
Richard Sanches saiu de Bauru aos 25 anos e, desde 2013, é o presidente do Palmas, que está jogando a Copinha no Alfredão

Nascido em Bauru, Richard Sanches foi para o Tocantins em 2003 por questões profissionais junto com a esposa, que é professora, e há três anos é o presidente do Palmas. Quis o destino que o clube que atualmente dirige caísse justamente no grupo de Bauru da Copa São Paulo de Futebol Júnior, e logo na estreia, o adversário fosse o Noroeste, seu time de coração.

“Morei no Jardim Redentor e no Bela Vista, e cresci torcendo para o Noroeste e também para o Redentor, no futebol amador. Foi estranho ver o Noroeste com a posse de bola e estar torcendo para o outro time hoje (nesse sábado-2)”, admite “Lembro de várias partidas importantes do clube, na Série B do Brasileiro contra o União São João e o Guarani, jogos no Paulistão”, cita.

Sanches é policial militar no estado do Tocantins, e desde que chegou a Palmas, em 2003, está envolvido com o esporte. “Comecei na Associação da Polícia Militar, desenvolvendo um trabalho com o futsal, depois levei uma franquia da escola do Falcão (atleta de futsal) e o projeto ganhou destaque em nível estadual, até que em 2013 recebi o convite para assumir o Palmas”, detalha.

Neste período, o Palmas chegou em duas semifinais do Campeonato Estadual e três finais do Campeonato sub-19 do Tocantins. No ano passado, a equipe foi bem na Série D do Campeonato Brasileiro, mas a diferença entre o futebol no Estado e no eixo Centro-Sul do País ainda é grande. “Não dá para comparar por exemplo a estrutura que o Noroeste tem e a estrutura que temos no Palmas. O Tocantins é um Estado novo, tem pouco mais de 25 anos, o próprio clube tem só 17 anos. O Estado vem se desenvolvendo, o Palmas já foi sétimo colocado na Copa do Brasil de 2004 e em 2015 foi bem na Série D, mas a receita é bem menor do que em São Paulo, no último Estadual o orçamento era R$ 50 mil mensais”, revela. “Não dá para comparar nem mesmo com a Série A-2 ou A-3 do Paulista”, completa.

“Hoje (sábado-2) fiquei triste pelo resultado do Palmas, mas feliz por ver que o Noroeste está se reestruturando. Particularmente está sendo uma semana fabulosa, em poder voltar a Bauru como presidente do Palmas em uma Copa São Paulo”, conclui.

Profissional

O time principal do Noroeste se reapresenta nessa segunda-feira (4), às 16h, após folga para as festas de final de ano e reinicia a preparação para a disputa da Série A3. O ex-atacante Lela é esperado no Estádio Alfredo de Castilho, quando vai ter nova conversa com o presidente Emílio Brumati. A expectativa é que ele acerte os últimos detalhes e já possa ser apresentado como técnico ao elenco no mesmo dia.

Quanto a reforços, a única resposta que a diretoria está aguardando é a do zagueiro Marcelinho, que esteve na campanha do acesso à Série A3 e depois foi para o Votuporanguense. O contato com outros atletas que podem reforçar a equipe só deve ser feito durante a semana.