10 de julho de 2026
Economia & Negócios

Dólar sobe a R$ 4,0339, maior cotação desde setembro

Por Flavia Bohone | Reuters
| Tempo de leitura: 2 min

O dólar subiu com força ante o real nesta segunda-feira (4) e fechou a primeira sessão do ano na maior cotação desde setembro, em um dia marcado por aversão a risco e aumento do temor de uma desaceleração econômica global, após a divulgação de dados fracos da China. 

O dólar avançou 2,18%, a R$ 4,0339 reais na venda, maior cotação de fechamento desde 29 de setembro, quando encerrou a R$ 4,0591. Na máxima da sessão, a moeda norte-americana chegou a ser negociada a R$ 4,0717, alta de 3,13%. 

"Se a China está ruim, os países que dependem da China vão no mesmo barco", resumiu o gerente de câmbio da Treviso, Reginaldo Galhardo. A China é um dos maiores parceiros comerciais do Brasil.  

A atividade industrial chinesa encolheu em dezembro, com o setor lutando contra a fraca demanda. O dado pressionou o mercado acionário chinês, que acionou o "circuit breaker" pela primeira vez e fechou com queda de quase 7%.

"A China é um risco que vai continuar existindo ...porque as dúvidas sobre o desempenho da economia e sobre o câmbio... ainda persistem", disse o economista da Tendências Consultoria Silvio Campos Neto.

O cenário de apreensão foi intensificado durante a tarde, com a moeda norte-americana subindo mais de 3%, após os preços do petróleo passarem a cair, seguindo a queda no mercado acionário norte-americano e apagando os ganhos registrados mais cedo na commodity, em meio a tensões no Oriente Médio.

"O dólar subiu mais nestes últimos instantes com a virada do petróleo..., que passou a cair forte novamente à tarde", disse o superintendente regional de câmbio da corretora SLW João Paulo de Gracia Correa.

Ainda no Exterior, dados mostraram que o setor industrial dos Estados Unidos contraiu ainda mais em dezembro, com o dólar forte prejudicando a rentabilidade das exportações, enquanto os gastos com construção tiveram a primeira queda em quase um ano e meio em novembro, sugerindo crescimento econômico apenas moderado no quarto trimestre de 2015.
Em meio ao cenário de preocupações externas, o dólar subia também frente a outras moedas de países emergentes, como os pesos mexicano e chileno.

No Brasil, o pessimismo com o cenário político ajudou a acentuar a alta, com o recesso no Congresso Nacional adiando a decisão de medidas importantes para a busca do equilíbrio fiscal do País.