08 de julho de 2026
Geral

Dia de Reis é marcado pelo nº 16

Marcus Liborio
| Tempo de leitura: 4 min

Malavolta Jr.
Assim como ocorreu nos anos anteriores, festejos devem reunir pessoas de todas as idades hoje

A tradicional Folia de Reis acontece nesta quarta-feira (6) no bairro Bauru 16, em sua 16.ª edição, neste 1.º dia 6 de 2016. O número 16, portanto, nunca esteve tão ligado à festa, organizada por Antônio Correia, cujo celular, inclusive, começa com 9116.

Na numerologia, 16 é formado por 1 (o líder, como Antônio), e 6 – este último está relacionado ao equilíbrio e compartilhar as coisas de um modo geral, conforme aponta o astrólogo e empresário João Bidu.

“Se for somar 1 mais 6, chegamos ao número 7, um dos mais emblemáticos da numerologia. Envolve criatividade, jogo de cintura para lidar com situações adversas, concentração, capacidade para superar obstáculos, mistérios e magia”, destaca o esotérico.

A magia, aliás, se faz presente na Folia de Dia de Reis, com fiéis vestidos de roupas coloridas e entoando versos de festejos à visita dos três reis magos ao Menino Jesus. Tradicional festa religiosa, comemorada no dia 6 de janeiro, também tem caráter folclórico  e popular.

Quem mora no Bauru 16 certamente já presenciou o evento, promovido pelo Grupo Folia de Reis que, hoje, ganha novo capítulo, trazendo toda a simbologia do número 16. “Eu gosto desse número e espero que ele dê um significado bonito para a nossa festa”, brinca Antônio.

As comemorações começam cedo, às 8h30, e são esperadas cerca de 200 pessoas, sendo a maioria crianças e jovens. Saindo da quadra 2 da rua Madri, o itinerário percorrerá as ruas do bairro, levando cantorias e orações a diversas casas e estabelecimentos comerciais.

Durante a caminhada, o grupo faz uma parada na Igreja Santa Clara, para outro momento de oração. “Já  presenciei muita gente recebendo graças e curas. O objetivo principal da festa é promover a fé e alegria no coração das pessoas”, destaca Antônio Correia.

Almoço

Espera-se, também, arrecadar alimentos não perecíveis e doações em dinheiro para o almoço, que acontece ao meio-dia, na casa de Antônio, situada na quadra 1 da rua Marcelo Mariuzzo. “Serviremos macarronada, frango frito e farofa”, aponta o anfitrião do evento.

‘Milagre’

Gratidão e emoção. É assim que que Antônio Correia define um “milagre”, como ele mesmo diz, ocorrido na cidade de Balbinos (73 quilômetros de Bauru). Ele conta que, no ano passado, visitou um homem muito debilitado em razão de um Acidente Vascular Cerebral (AVC). “Ele estava muito mal, internado na UTI. Fizemos a oração e, quando voltamos lá neste domingo, ele apresentava grande melhora. Se recuperou de forma fantástica. É uma alegria muito grande para nós”, comemora.

Significado

A Folia de Reis é uma festa de origem portuguesa ligada às comemorações do Natal. No Brasil, segundo a tradição, um grupo de cantadores e instrumentistas percorre as cidades entoando versos de festejos à visita dos Reis Magos ao Menino Jesus. Os versos declamados são preservados de geração em geração por tradição oral.

Os instrumentos utilizados são viola, violão, sanfona, reco-reco, chocalho, cavaquinho, triângulo, pandeiro e outros. Os personagens - mestre, contramestre, três reis magos, palhaço, e foliões - trajam roupas coloridas. Ainda neste Dia dos Santos Reis, a tradição pede que todos os enfeites natalinos - árvores, luzes e presépios - sejam guardados até o próximo Natal.

Fotos:  Douglas Reis
“Eu daria asfalto, ou seja, uma Usina de Asfalto para Bauru. Existem até bairros de classe alta com ruas esburacadas, gerando perigo aos condutores e pedestres.” Fábio Rodrigues, 22 anos, vendedor, morador do Geisel
“Eu daria uma boa saúde para a população. A saúde, aqui, está bastante precária. Eu fiquei cinco anos esperando um pedido de fisioterapia e só agora consegui.” Solidade Mendes, 54 anos, professora, moradora do Núcleo Gasparini
“Saúde. Algo que está bem precário aqui. A população fica nas filas e não consegue nada. Um absurdo. Eu também daria mais escolas.”  

Ariane Vargas da Silva, 33 anos, comerciante, moradora do Jardim Flórida

“Eu daria tranquilidade e estabilidade política, além de condições de trabalho dignas para as pessoas que estão à procura de emprego. Acho que esses aspectos são os mais importantes.”  Wilson Cardoso, 53 anos, empresário, morador do Centro
“Eu iria tapar todos os buracos das ruas de Bauru. Por onde a gente anda, só se vê buracos. Deus me livre. A cidade parece uma peneira.” 

Benedita Marques Justo, 63 anos, do lar, moradora da Vila Garcia

“Saúde. A saúde está muito triste e todos estão precisando muito. Se não tem saúde, não tem nada. Tem gente morrendo nas portas dos hospitais e o poder público não toma providências.” Ivete Orlandi, 65 anos, do lar, moradora do Parque Viaduto