09 de julho de 2026
Polícia

Menino de 4 anos morre em acidente

Rita de Cássia Cornélio com Thiago Vendrami
| Tempo de leitura: 3 min

Thiago Vendrami
Carro ainda derrubou placa de sinalização após impacto com circular

A história de uma família marcada pela tragédia. Um acidente de trânsito envolvendo um casal e seus três filhos terminou com a morte de uma das crianças. Após o automóvel “furar” a parada obrigatória, Francisco Garcete Batista, de 4 anos, foi lançado para fora do veículo e não resistiu aos ferimentos. Erivaldo Alves de Oliveira, 30 anos, pai do garoto, dirigia o carro e estava sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e com os documentos do automóvel ainda vencidos. Os demais ocupantes não correm risco de morte.

O acidente aconteceu por volta das 23h da última sexta-feira, na rua Juvenal Bastos, quadra 10, Parque Jaraguá. De acordo com o registro da polícia, o Fusca, placas de Bauru, em que seguia Erivaldo, a esposa de 23 anos e as três crianças (com idades de 2, 4 e 5 anos), colidiu lateralmente com um circular e, logo depois, contra um poste de sinalização.

Ainda segundo o boletim de ocorrência, o coletivo transitava pela rua Juvenal Bastos, preferencial, sentido Centro-Bairro. Já o Fusca seguia pela rua Cirso Souza dos Santos. No cruzamento, houve o impacto.

Condutor do Fusca, Erivaldo Oliveira não obedeceu ao sinal de parada obrigatória. Fato que ele assumiu, posteriormente, alegando que teve um problema no acelerador  que o impediu de frear.

O primeiro impacto fez o Fusca rodar e atingir um poste de sinalização. De acordo com testemunhas, o garoto Francisco Garcete Batista foi lançado para fora do veículo. A criança sofreu ferimentos graves e chegou a ser socorrida, porém, morreu no atendimento médico.

Os outros ocupantes também se feriram. Unidades de Resgate (UR) do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) conduziram as vítimas ao Pronto-Socorro Central (PSC) e ao Pronto Atendimento Infantil (PAI). Todos foram liberados na manhã seguinte.

O registro policial não esclarece se os ocupantes do Fusca usavam cinto de segurança, contudo, o delegado plantonista Roberto Cabral Medeiros afirma que nenhuma das crianças estava na cadeirinha. Vale lembrar que a lei obriga o uso de dispositivos de retenção para o transporte de crianças de até sete anos e meio em automóveis de passeio. Os passageiros do coletivo não sofreram ferimentos.

Irregularidades
Na delegacia, a autoridade policial constatou que o Fusca estava com o licenciamento vencido e não estava em nome do condutor. Erivaldo Alves de Oliveira, inclusive, não tem habilitação para dirigir. O carro foi recolhido ao pátio.

O acidente será investigado pela Polícia Civil. O caso foi registrado como homicídio culposo (quando não há intenção de matar), lesão corporal na direção de veículo automotor, dirigir sem permissão e apreensão de veículo.

A equipe de reportagem do Jornal da Cidade tentou falar com os familiares, porém, eles não foram localizados na residência.

Alcoolizado

Erivaldo Alves de Oliveira passou pelo etilômetro, que constatou 0,26 miligrama de álcool por litro de ar alveolar. No exame pericial clínico, o médico constatou que o motorista do Fusca estava alcoolizado e não embriagado. Contudo, ele justificou dizendo que, para “relaxar”, após o acidente, teria ingerido um copo de pinga. “Como tanto o exame clínico quanto o teste apontaram que ele não estava embriagado, o BO foi registrado como homicídio culposo e, por isso, ele não ficou preso”, explica o delegado Roberto Cabral.