Você está prestes a entrar de férias e, no último dia de aula, se despede dos seus amigos, diz “até breve”, abraça e esse é o último contato que você tem com a pessoa. Tá difícil dizer qualquer coisa. Tá doendo. Muito. O Edu tinha um coração tão lindo. Bondade era uma de suas características mais marcantes, assim como sua voz. E que voz!
Carregava junto com si duas qualidades admiráveis em um ser humano: amor (na sua forma de ser) e fortaleza (na forma de se expressar).
E, por 23 anos, ele espalhou sua luz pelos caminhos que percorreu. Fiquei sabendo de sua ida ao céu quando estava no caminho de uma cidade praiana aqui na Inglaterra chamada Brighton. Talvez um sinal de que uma estrela estava voltando lá pra cima pra brilhar em outro lugar.
Fiquei um tempo olhando para o mar, olhando o vai-e-vém das águas. Olhei pro céu e vi uma gaivota, sozinha, voando e acompanhando meu caminhar. Ela voava sem parar, distante do bando, mas livre. E é assim que vou te guardar no meu coração, amigo! Sei que, aonde você estiver agora, está livre. Sua trajetória por aqui foi mais curta do que gostaríamos, mas é porque você já carregava dentro de si muitas das coisas que outras pessoas precisam de uma vida inteira para aprender.
Obrigada por ter cruzado meu caminho, que segue triste ao te perder, mas grata por te conhecer.
Até breve