| Priscila Medeiros/Divulgação |
| São Sebastião - Na quadra 2 da rua São Sebastião, sentido Bairro-Centro, transposição do Córrego da Grama, a força da água arrastou a tubulação do sistema de galerias, levando parte do asfalto. O poder público estima consertar a via, que liga a Vila Falcão à região do Jaraguá, em dois ou três dias úteis. |
| Douglas Reis |
| Daniel Pacífico - Na quadra 2 da avenida Comendador Daniel Pacífico, sentido Falcão-Bela Vista, também parte da tubulação de galerias e da pista foram levadas pela correnteza. Havia risco de desabamento no local. Segundo a Secretaria de Obras, a previsão de concluir o aterramento do trecho é de até três dias úteis. |
| Divulgação/Zoo |
| Zoo atingido - O Zoológico Municipal de Bauru também foi castigado pelo temporal. Em razão da queda de muitas árvores durante as chuvas, o local ficou fechado ontem para execução de serviços de poda e limpeza e as atividades voltam ao normal hoje. A direção do Zoo informou, contudo, que não houve danos aos animais ou ao recinto. As atividades do Curso de Férias foram mantidas. Segundo o diretor do Zoo, Luiz Pires, foram retirados seis caminhões com troncos, galhos e folhas. 15 funcionários estiveram diretamente envolvidos nos trabalhos de limpeza. |
| Denys Francisquette/Divulgação |
| Muro sobre carros - Três carros e duas motos foram danificados após a queda do muro de um condomínio residencial situado na rua Canadá, no bairro Terra Branca. A estrutura, de cerca de cinco metros, não suportou as chuvas que atingiram Bauru. O prejuízo total está estimado em mais de R$ 200 mil. Entre os veículos, estava o Ford Ka do filho da lactarista Vanda Teixeira Nunes, 49 anos, avaliado em R$ 35 mil. “Foi comprado há alguns meses e ainda não tinha seguro. Meu filho está em Manaus e ainda nem sabe”, diz. O auxiliar administrativo Denys Francisquette, 30 anos, vive o mesmo drama. Seu automóvel, um Golf branco, avaliado em R$ 50 mil, teve perda total. “Não sei o que vai ser agora, pois não tenho seguro. O condomínio ainda não deixou claro se vai ressarcir todo o valor”, reclamou. |
| Douglas Reis |
| Barranco - E parece não ter havido lugar em Bauru que não sofreu com a forte tempestade. Na avenida Moussa Tobias, parte do barranco cedeu e invadiu a pista. Condutores de carros e motos precisaram de atenção redobrada para desviar da terra. |
Desde a madrugada e durante todo o dia dessa quarta-feira (13), equipes das secretarias municipais de Obras, Administrações Regionais, Meio Ambiente, DAE e Emdurb percorreram a cidade realizando serviços de emergência para limpeza e desobstrução de ruas. A força-tarefa reuniu 170 pessoas e, no fim da tarde dessa quarta, o prefeito Rodrigo Agostinho avaliou a situação de caos em que a cidade ficou imersa (clique aqui e confira mais sobre os prejuízos da chuva).
“Acredito que levaremos cerca de um mês para recuperar a maior parte dos estragos. A situação é grave e estamos priorizando os pontos mais críticos”, aponta. Segundo o chefe do Executivo, apesar dos imensos prejuízos, não haverá necessidade de decretar estado de emergência, já que todos os reparos serão providenciados com estrutura e recursos da própria da prefeitura.
“Assim que o tempo melhorar, também reiniciaremos as operações tapa-buraco. Pode ser que amanhã (hoje) a gente já comece”, acrescenta. Rodrigo avalia que esta foi a maior cheia da história recente do Rio Batalha, que transbordou, alagando a avenida Nuno de Assis de maneira sem precedentes.
“Um rio que tem, em média, dois metros de altura chegou a 100 metros de largura em alguns trechos. A força da água foi algo brutal”, acrescenta. Apesar da grande força das águas, as obras de instalação de interceptores de esgoto na avenida não foram danificadas.
Conforme o JC noticiou, a avenida Nações Unidas ficou alagada nos dois sentidos, assim como o viaduto ao lado da quadra da escola de samba Cartola, a Praça Machado de Mello, a Rodrigues Alves próximo ao Horto Florestal e o viaduto da Duque de Caxias que passa por cima da rodovia Marechal Rondon e outras diversas regiões de baixada.
Durante a madrugada e manhã dessa quarta (13), o prefeito Rodrigo Agostinho, os secretários Sidnei Rodrigues, de Obras, e Levi Momesso, das Administrações Regionais, além chefe de Gabinete, Arnaldo Ribeiro, percorreram os pontos mais críticos afetados pelas chuvas.
As equipes trabalharam na remoção de areia na avenida Castelo Branco, quadras 31 e 32, na Vila Ipiranga, contenção de erosão na favela do Jardim Europa e estabilização do talude para proteção de galerias nas Chácaras Odete, localizada no Jardim Colonial.
Em bairros como Parque Val de Palmas, Santa Cândida, Jaraguá, Jardim Tangarás e Pousada da Esperança, foram registrados princípios de erosão em ruas de terra, sendo que, neste último, as equipes atuaram na retirada de lama que invadiu quatro residências na rua Joaquim Gonçalves Soriano.
Com o apoio de uma Bobcat, equipe de limpeza da Emdurb retirou a lama da rotatória da avenida Comendador José da Silva Martha e das imediações da avenida Nuno de Assis, no cruzamento da rua Gustavo Maciel com Inconfidência. Nesse local, o nível da água atingiu 1,80 metro, invadindo várias residências e lojas comerciais.
Recorde em 18 anos
Segundo o Centro de Meteorologia (IPMet) da Unesp, nas últimas 24 horas, foram registrados 120 milímetros de chuva. Para se ter uma ideia, este volume de chuva concentrado em um único dia foi registrado pela última vez em janeiro de 1997, portanto há 18 anos.
Nos primeiros 12 dias deste mês, foram registrados cerca de 280 milímetros de chuva, contra 182 registrados durante todo o mês de janeiro de 2015.
Circulares alteram itinerários após chuva deixar as ruas intransitáveis
Devido às diversas interdições e ruas intransitáveis na cidade, algumas linhas têm operado em itinerários especiais: Linha Sta. Terezinha/Inst. Lauro de S. Lima/Unimed-Centro está operando somente até trecho asfaltado do bairro Santa Terezinha; Parque Sta. Edwiges- Samambaia realizam somente trajeto via Bela Vista, deixando de atender a rua Campos Salles e região da Falcão – no sentido Centro-Bairro - em decorrência da interdição da avenida Daniel Pacífico.
Já a Linha Tibiriça-Bauru não está realizando atendimento no bairro de Santa Maria; a Linha Jardim Rosa Branca/Nova Esperança I-Vila Tecnológica não atende a Pinheiro Machado e nem Bela Vista, devido também à interdição da Comendador Daniel Pacífico, no sentido Centro para Bairro.
A Linha Pq. Roosevelt/Distrito Industrial 2 - Distrito 1 e a Linha 51.62 também foram afetadas. As linhas Parque Sta. Candida - USC/Clínicas e Parque Sta Candida-Vila Leme/Jd. Europa não operam até o ponto final do Santa Cândida (Cras), indo somente até a Primo Pegoraro. Na região do Tangarás ainda é mantida a operação somente até a via marginal (rua Francisco Mandalitti).
Também foram retirados, entre a última semana e hoje, os abrigos da avenida Cruzeiro do Sul, quadra 24, e Alameda Octávio Brisolla, quadra 8, devido a risco de desmoronamento.
Passageiros devem utilizar os pontos mais próximos. Em caso de dúvidas, os usuários devem entrar em contato com a Central de Apoio ao Usuário, pelo telefone (14) 4009-1740.
Protesto no Santa Cândida
Moradores do Parque Santa Cândida voltaram a protestar nessa quarta (13) à tarde contra a falta de infraestrutura e asfalto no bairro. Eles atearam fogos em barreiras feitas com pneus, pedaços de madeira e móveis na quadra 5 da rua Primo Pegoraro.
“Há 30 anos moro aqui e espero por asfalto. Qualquer chuva que dá tem alagado a casa de muita gente. Teve uma vizinha que teve o carro estragado pela lama na última chuva. Não aguentamos mais esperar”, reclama a auxiliar de limpeza, Marli de Fátima Mangili, 55 anos.
O asfalto no Santa Cândida está previsto no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), mas ainda falta autorização da Caixa Federal para que o prefeito assine o termo de serviço. Conforme o JC noticiou, no dia anterior, moradores já haviam protestado na via.
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