09 de julho de 2026
Esportes

Hipismo: jovem talento bauruense começa a se destacar

Wagner Teodoro
| Tempo de leitura: 2 min

Quioshi Goto
Ana Julia de Oliveira já tem obtido bons resultados na modalidade

Ela tem apenas sete anos, mas já mostra talento de gente grande. A jovem bauruense Ana Júlia de Oliveira vem se destacando nas competições da prova dos três tambores, modalidade equestre, em que o conjunto tem que contornar os três tambores em um percurso preestabelecido no menor tempo possível. A amazona pratica equitação há dois anos e meio e, neste curto período, mostrou aptidão e desenvoltura nos treinamentos, evoluindo rapidamente. A garota é considerada uma promessa na modalidade e pratica três tambores no Centro de Treinamento De Jonghe.

O bom desempenho de Ana Júlia nos treinos chamou a atenção da técnica, a consagrada e multicampeã Nathalie De Jonghe, com 25 anos de experiência na modalidade três tambores, que passou a levar a jovem amazona às competições. Ana Júlia, que disputa a categoria kids, não decepcionou e vem acumulando pódios por onde passa, em eventos pelo interior paulista, evidenciando potencial de crescimento. Tanto que, este ano, já começou a dar os primeiros passos nas provas profissionais, auxiliada, principalmente, por sua grande fonte de inspiração na modalidade: a igualmente jovem Yasmin Ribeiro De Jonghe, 14 anos, companheiras inseparáveis nas competições.

Mas, se hoje o objetivo de Ana Júlia é cada vez mais aperfeiçoar a sua técnica e conquistar premiações nos três tambores, a trajetória da amazona na modalidade começou com uma história de superação. A garota conheceu os três tambores logo após passar por grave pneumonia e internação hospitalar, que deixou traumas, dificultando o relacionamento com outras crianças, afetando até a convivência na escola.

“Ela ficou três dias entubada na UTI e permaneceu 16 dias internada. O estado dela era gravíssimo. Ficou com trauma, de medo, por ter acordado na UTI e não ter me visto. Comecei a pesquisar, ela gostava de cavalo, mas nunca tinha andado. Levei-a para conhecer e ela montou e já começou a andar. Ela foi superando tudo”, relata Cleonice Aparecida de Oliveira, mãe de Ana Júlia.