08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Privatizações

Geraldo A. Bergamo
| Tempo de leitura: 2 min

Inundam as notícias e cartas de leitores do JC sobre as estripulias da CPFL privatizada. Na verdade, uma parte dos atuais indignados foram ontem fervorosos defensores das privatizações que ocorreram no governo FHC. Aquelas que foram feitas, segundo diziam, para aumentar a eficiência, baratear os custos dos serviços prestados e contribuir para saldar a dívida pública. De nada adiantou a resistência de uma minoria que alertava sobre a falácia e o engodo apregoado pelos tucanos. Quem assim procedeu foi taxado de neobobo, dinossauro e outros epítetos impublicáveis.


O resultado das privatizações foi o aumento abusivo de preços, piora dos serviços prestados, aumento da dívida pública, aumento dos crimes ambientais (o que ocorreu em Mariana devido à Vale privatizada está longe de ser um acontecimento isolado, apenas foi o de maior impacto) e alegria dos parasitas do mercado financeiro. Além do aumento galopante do desemprego.


As privatizações atingiram em cheio Bauru. Em 2000 a taxa de desemprego aqui foi de 15%, superior à média nacional de 12% e mais que o dobro da média de 7,1% das 6 regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE. Só não foi maior por aqui porque houve a estadualização da Universidade de Bauru, hoje Unesp. Nos governos petistas as privatizações continuaram e agora aumentam seu ritmo, na Petrobras e na preparação (entenda-se sucateamento) para privatizar a educação e a previdência. Os resultados nos preços, piora dos serviços, aumento do desemprego e da dívida são os mesmos da era FHC e a alegria de banqueiros e demais parasitas só faz aumentar. O que causa arrepios só de pensar é nos crimes ambientais que uma possível Petrobras totalmente privatizada viria a cometer.


Já em Bauru o prefeito tem por política sucatear o DAE, para fazer com que a maioria dos bauruenses aprove e defenda sua privatização. Os resultados nefastos já são sentidos nas torneiras, faça chuva ou faça sol.