08 de julho de 2026
Articulistas

Sinal dos tempos

Carlos Sette e Katya Sette
| Tempo de leitura: 2 min

O escritor T.S.Eliot diz em uma de suas obras que “o tempo presente e o tempo passado estão ambos, talvez, presentes no tempo futuro. E o futuro contido no tempo passado”. E acrescenta: “O tempo, como um todo, é irredimível”.


A vida hoje virou um redemoinho que nos impede, muitas vezes, de escrever o futuro. O momento em que vivemos nos assusta e paralisa. Tempos de crise são sempre assim: parecem que não vão acabar nunca – mas aprendemos, com a história, que eles também passam.


O Brasil hoje está prisioneiro do imediato, do curto prazo. Somos o primeiro país em biodiversidade do mundo. Somos a segunda maior reserva de água doce – e a maior floresta tropical. Somos e faremos parte de um reduzido grupo de países fornecedores de alimentos para o mundo.


Temos uma população grande e que vai aumentar e depois estabilizar nas próximas décadas – o suficiente para manter um mercado interno pujante, somatório de vários países. Mas a educação será fundamental para o crescimento da cultura e da renda. Os políticos enganadores já estão pagando o preço de suas mentiras e incompetências. A pobreza marca passo e a diferença social ainda é enorme. A corrupção enraizou-se em todos os escalões da sociedade.


Temos que seguir nosso caminho, resgatar a justiça e a ética, evoluir em competitividade, aproveitar o talento empreendedor de nossos empresários, inserir-nos cada vez mais nessa revolução tecnológica que integra os povos e Nações – transformando o mundo e fazendo-o crescer.


O Planeta está em constante transição. Além da tecnologia, a informação e o conhecimento, a mudança climática e a consciência ecológica, acelerarão o tempo e a forma como viveremos.


As gerações mais jovens, cada vez mais conscientes disso, nos exigirão e a si próprios, a preservação e descoberta de novos valores que possam acompanhar essas mudanças. Não há tempo para improvisos e erros craços.


É preciso, então, pararmos de mergulhar nesse pessimismo coletivo, que leva as pessoas a desacreditarem de si próprias e a olharem o mundo somente com a ótica negativa, como se não existisse nada além de um modelo econômico falido e de homens corruptos, passando a mão no bolso do povo. Então, vamos acreditar que apesar de tudo, a vida não ser resume só nisso. Acreditar no ser humano, no Criador e na beleza da vida é mais importante que tudo.

Esperamos que o futuro seja pródigo. Mas, sabemos que o tempo será implacável com nossas ações.

O futuro nos espera! Até lá!


Os autores Carlos Sette é economista, professor universitário e diretor de empresas; Katya Sette é assistente social e pedagoga.