09 de julho de 2026
Esportes

Alex Garcia é trunfo bauruense para ser bicampeão

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 3 min

Aceituno Jr.
Em 2009, Alex foi campeão com o Brasília e também recebeu o troféu de MVP, além de acumular ainda três títulos da Liga Sul-Americana

O currículo de Alex Garcia dispensa apresentações. Figurinha carimbada na seleção brasileira desde o início da década passada, o ala deve encerrar seu ciclo com a camisa amarela nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, mas sabe que ainda tem fôlego para jogar mais algumas temporadas – tanto que o contrato com o Paschoalotto/Bauru, assinado em junho de 2014, é válido até 2018.

E a experiência do ‘Brabo’ é uma das principais armas do Dragão para chegar ao bicampeonato da Liga das Américas. O time defende o título conquistado de maneira invicta em 2015, quando Alex foi o MVP (melhor jogador) do torneio. Ele, aliás, é o único atleta que já foi MVP mais de uma vez na principal competição de clubes do continente americano, que começou a ser disputada em 2008, e é considerada a ‘Libertadores do basquete’, por levar seu vencedor ao Mundial de Clubes.

Em 2009, Alex foi campeão com o Brasília e também recebeu o troféu de MVP. Ele acumula ainda três títulos da Liga Sul-Americana, o segundo torneio em importância no continente, sendo duas vezes pelo Brasília (2010 e 2013) e outra com o Bauru, campeão invicto em 2014, quando também foi o MVP.

Alex Garcia sabe que por ser um campeonato curto, a atenção deve ser redobrada. “A Liga das Américas é uma competição importante no calendário do basquete, todos querem ganhar, até por envolver não só a América do Sul, mas também o México e América Central. Como atual campeão, temos que fazer de tudo para passar de fase”, relata.

Diferenças

No ano passado, Bauru foi campeão sob o comando de Guerrinha, que ficou na agremiação até o Mundial de Clubes, quando o Dragão perdeu para o Real Madrid. Em outubro, ele acabou sendo liberado pela diretoria, e Demétrius Ferracciú, que estava no Minas, foi contratado.

Alex faz um paralelo entre a filosofia de jogo implantada por cada treinador. “Cada técnico tem seu estilo e sua filosofia de trabalho. O Guerrinha cobrava a parte tática, mas dava mais liberdade. O Demétrius já prefere que a gente siga mais o que ele pede, mas claro que temos liberdade para as jogadas também. Ele é mais novo, parou recentemente de jogar e acho que entende bem os jogadores. Mesmo mudando de técnico, o mais importante é o que o jogador faz dentro de quadra”, resume.

Adversários

O Paschoalotto/Bauru está no Grupo B, com sede em Santiago del Estero, no norte da Argentina. A estreia é nessa sexta-feira (22), às 20h45, diante do Marinos de Anzoategui, da Venezuela. No sábado, o adversário é o Toros del Norte, da Nicarágua, no mesmo horário, e no domingo Bauru encerra a primeira fase enfrentando o Quimsa, da Argentina, às 23h15.

Os jogos de sexta e domingo tem transmissão anunciada do canal a cabo SporTV. Considerado o time mais fraco, o Toros corre por fora, enquanto Marinos, Quimsa e Bauru são os favoritos para concorrer a duas vagas para a segunda fase. Para Alex, o Dragão tem que fazer o seu jogo sem se prender aos outros times. “Treinamos forte, o Demétrius nos passou bastante coisa, vamos buscar surpreender os adversários.

O time da Nicarágua a gente conhece pouco, acho que ninguém conhece, eu mesmo nunca enfrentei uma equipe de lá. O Quimsa eu vi algumas estatísticas do campeonato argentino, eles estão em quinto na chave deles, com algumas derrotas para times de menor expressão, mas eles estão em casa, e isso é um ponto a favor deles”, conclui o ala.