Sempre fui um defensor do Departamento de Água e Esgoto (DAE). Vejo como um serviço que está muito abaixo de ser remunerado como deveria e defendo um aumento muito considerável em suas já defasadas e deficitárias tarifas.
Se alguém discordar de minha tese, basta fazer um breve comparativo entre DAE e Sabesp. A Sabesp, além de não prestar um serviço de qualidade, superior ao do DAE, cobra mais que o dobro por seus “básicos e precários” serviços.
Devemos acordar urgentemente para isso antes que seja tarde demais e fiquemos nas mãos dessa ainda pior autarquia de domínio e gerência estadual. Bom, mudando a direção do assunto, agora pergunto: o que se aprendeu com esse grave acidente que provocou a falta de água para metade de nossa população? Quais medidas serão adotadas após essa péssima experiência para que a mesma não aconteça novamente? Que tal um sistema de drenagem bem eficiente para que as bombas e máquinários não corram o risco de serem atingidos novamente por uma enchente em seu habitáculo?
São quatro bombas no total, correto? Que tal a aquisição de mais duas “reservas” para o caso de um acidente dessas proporções, oferecendo, assim, uma solução mais breve para uma possível nova ocorreência? Que tal a ampliação e modernização do reservatório de captação do rio batalha? E, no caso de impossibilidade de retirada de água do Batalha, qual seria a alternativa?
Que tal a perfuração de um poço de grande profundidade, que busque o “Aquífero Guarani” e que o mesmo seja acionado em situações de emergência para suprir a falta de água para essa parcela da população? Sou um leigo no assunto quando o assunto é abastecimento de água, mas certas questões não podem ser desprezadas até por quem não conhece o assunto. Aprendemos com nossos próprios erros e passamos a ser mais inteligentes quando aprendemos com os erros dos outros, evitando, assim, uma amarga experiência.