Alexander Soljenitsin, escritor russo pré-perestroika, cunhou a equação de efeito matemático de que um Brejnev (último ditador comunista da URSS) era igual a um Pinochet (ditador fascista chileno) e poderíamos atualizar a equação dizendo que um Jean Willis + uma Maria do Rosário são iguais a um Feliciano + um Malafaia ou um ainda que um PSOL é igual a um “Bolsonaro”.
Nesta radicalização exacerbada com a chegada do PT ao poder, tendo a promessa de acabar com a corrupção de políticos como Collor, Renan, Barbalho, Sarney e Maluf, que depois acabaram se aliando a eles, se tornando ainda pior que os próprios e comprovando que o elo de ligação entre estes “radicais de esquerda e de direita” é a corrupção.
Outros ainda como PSOL, PCO, PSTU e partidos ainda menores apoiam o PT supostamente por uma solidariedade de esquerda e, é claro, sem abrir mão de verbas, cargos e empregos, mesmo que de terceiro escalão, como já acontecia com muitos civis na época dos militares.
Pior que isto é que por causa da desilusão provocadas por Lula e o PT, com o aparelhamento do Judiciário e com o domínio pela troca de favores e loteamento de cargos para Legislativo, fazendo com que o sistema democrático deixe de funcionar, temos uma juventude indo às ruas para pedir a volta do militarismo e se apegando a conceitos da extrema direita, tão nefastos como os da esquerda que combatem.
Os dois polos têm muita coisa em comum: defendem regimes que tolhem liberdades e garantias, censuram a imprensa e suprimem a independência do Judiciário e Legislativo.
Participei da geração que pacificamente foi às ruas contra o regime militar e protestando contra a falta de liberdade e corrupção deles e de seus colaboradores civis, entre eles, muitos que apoiam o atual governo supostamente de esquerda, e não consigo entender como jovens podem ser tão reacionários assim, brincando com fogo e flertando com um militarismo que os próprios militares não desejam mais.
Hoje as redes sociais estão tomadas por radicais dos dois lados, ambos anacrônicos e que deveriam acrescentar aos slogans Fora Dilma, Lula e PT, o de Militares e ditadores, Nunca Mais, sejam eles de que espectro político forem.