08 de julho de 2026
Geral

Chuva atrasa mutirão contra mosquito

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

Fotos: Aceituno Jr.
Agentes foram até a Pousada da Esperança, entraram em residências, mas a chuva atrapalhou
O secretário municipal de Saúde, Fernando Monti, o prefeito Rodrigo Agostinho e o coordenador estadual da Defesa Civil, coronel José Roberto  Rodrigues de Oliveira, nesse sábado (30), no Pousada da Esperança
O superintendente da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), Dalton Pereira da Fonseca Júnior

A chuva atrapalhou o “start” do mutirão de limpeza, nesse sábado (30), nos bairros Pousada da Esperança II e Higienópolis –  locais em Bauru onde a grávida vítima do zika vírus mora e trabalha, conforme já noticiado. Mas a ação que visa eliminar criadouros do mosquito transmissor Aedes aegypti continua em períodos de tempo firme. E hoje: com 20 agentes na Pousada.

O próximo passo é contar com gente da comunidade que motive moradores a  abrir casas para os agentes comunitários de saúde. A estratégia foi anunciada nesse sábado pelo coordenador estadual de Defesa Civil, coronel PM José Roberto Rodrigues de Oliveira.

Segundo ele, mais de 80% dos criadouros do mosquito Aedes Aegypti estão no interior dos domicílios. “Precisamos da participação da comunidade nesse  processo. Na lógica da Defesa Civil dividimos o Estado em 70 mil setores. Criamos página para que a pessoa possa se candidatar ao voluntariado, no setor em que ela mora, facilitando a locomoção. Basta ir ao https://www.saude.sp.gov.br onde há, inclusive, videoaulas para orientar aqueles que se candidatarem.”

Oliveira frisa que, na semana passada, esteve reunido com prefeitos do noroeste do Estado. “Hoje, são mais de 250 cidades que estão fazendo simultaneamente esses mutirões. Em fevereiro pretendemos fazer mutirões em 645 municípios. Isso  passa a ser permanente. Eu e o  superintendente da Sucen viemos ver  o que está sendo feito  em Bauru e aproveitar a imprensa para sensibilizar a população e dizer que é importante a participação comunitária.”

Árdua missão

O superintendente da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), Dalton Pereira da Fonseca Júnior, classifica como árdua a missão de convencer a população a participar de ações que eliminem os criadouros.

“Precisamos que a população tenha em mente a importância de vistoriar moradia, local de moradia e lazer. Eliminar recipientes que acumulem água: só assim vamos controlar o Aedes. Não é o poder público, não são os agentes comunitários de saúde que vão conseguir fazer. Temos que unir forças. Esse mosquito vai recolonizar toda a região.”

‘Precisamos controlar’

O secretário municipal de Saúde de Bauru, Fernando Monti, frisa que o índice de infestação do Aedes em Bauru coloca a cidade numa situação preocupante. “Temos quase 400 mil habitantes e índice de 3.5 significa que em 3.5% dos imóveis visitados há larvas do mosquito. Claro que depende de cada bairro. Essa é a média. Precisamos controlar a infestação para não crescer mais, uma vez que o bom seria um índice abaixo de um e por conta da possibilidade do zika vírus ter sido introduzido na cidade.”

O prefeito Rodrigo Agostinho e o coordenador das equipes de controle de endemias, Daniel Tarcinalli, também estiveram na Pousada nesse sábado (30) pela manhã. Equipes fizeram o que foi possível em início de  ações nas casas, inclusive com inseticidas.

Calhas entupidas, vaso sanitários pouco usados, ralos e até o vaso com suporte continuam sendo os principais criadouros do Aedes. No dia 13 de fevereiro haverá um mutirão na cidade  inteira, com a participação do Exército, do quartel de Lins. Lembrando que, além da dengue e do vírus zika, o mosquito Aedes aegypti também transmite a febre chikungunya.