A Polícia Militar (PM) prendeu, em Garça, um homem de 59 anos na noite desta quarta-feira (3), acusado de sequestro e cárcere privado de uma garota de apenas 15 anos, que estava há algum tempo desaparecida. A vítima foi encontrada por uma irmã, que passava pelo local e ouviu sua voz no interior de uma residência. A jovem, com problemas intelectuais, estava apenas de camiseta e calcinha, sendo que teria mantido relações sexuais com o homem, que foi preso em flagrante.
| Foto: Alcyr Netto/Rádio Centro Oeste AM |
| O homem fugiu, mas logo foi encontrado nas imediações, sendo imediatamente detido |
De acordo com informações passadas pela PM, por volta das 23h15, a testemunha caminhava pelo Jardim Paineiras, quando ouviu a voz de sua irmã, que estava desaparecida, do interior de uma residência. Ela acionou a Polícia Militar. Viaturas foram até o local para verificar a denúncia. Os policiais ouviram duas vozes, mas logo as luzes se apagaram e um silêncio tomou conta do local.
O portão estava trancado com correntes e cadeados, sendo que ao pular o muro, um policial percebeu que a casa estava vazia.
Vistoriando o quintal, encontrou a vítima, que estava apenas de calcinha e camiseta. O homem havia fugido, mas logo foi encontrado nas imediações, sendo imediatamente detido. A garota de 15 anos contou que havia sido convidada a ir até o local, com a promessa de que ganharia roupas novas e um aparelho celular.
Ela também contou que teria mantido relações sexuais com o acusado, sendo constatadas lesões em suas partes íntimas. A vítima era ameaçada e impedida de deixar o imóvel, que permanecia trancado. A garota foi encaminhada para a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA), sendo posteriormente levada para o Instituto Médico Legal (IML) de Marília.
R.M. (só as iniciais foram informadas), 59 anos, foi encaminhado pelos policiais militares para o Plantão da Polícia Civil de Garça, onde a delegada Darlene Rocha Costa deliberou por sua prisão em flagrante por sequestro e cárcere privado.
Ele seria transferido para a Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Marília, para posterior remoção a uma unidade prisional da região.