09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Astrologia x astronomia

Roberto Barbieri ? rrbarbieri@terra.com.br
| Tempo de leitura: 3 min

Primeiramente precisa-se dizer que estes dois termos, hoje, possuem em comum apenas a referência aos astros celestes. Nada mais. Tudo uma questão de época, de evolução cultural, de disponibilidade de tecnologia para se observar os astros no universo e daí passar-se para a interpretação filosófica do ser humano durante o seu período evolutivo.


Neste diapasão, tornou-se claro que a astrologia foi o berço da observação astral, o “olhar para cima”, com o período dos questionamentos transcendentais e a criação de respostas prontas para tudo aquilo sobre o qual não tínhamos de fato respostas ou conhecimento.


Quando a ciência adquiriu mais conhecimento sobre estes astros, começou a briga entre as áreas, com a astronomia colocando em cheque as interpretações mitológicas, místicas e criativas, com as ausências de comprovação da primeira.


Fato é que no nosso cotidiano não é uma questão resolvida e entre a metade que acredita na astrologia contra a metade que diz não acreditar. Na maioria das revistas, de programas de mídia radiofônica ou televisiva, de sites da internet ou Apps, encontram-se os mapas astrológicos consultados por bilhões de pessoas, seja na versão suméria, grega ou chinesa, por aqueles que lhe dão inteiro crédito e por aqueles que querem dar só “uma olhadinha”.


Em vez de cada um ficar entrincheirado em suas posições, sabendo-se que nenhuma das partes, nem a astronomia e nem a astrologia, está conseguindo ser inequívoca, questiona-se o porquê de não resolverem suas questões de vez com a ajuda de outras ciências, já que a própria astrologia se diz ciência. Quem sabe a psicologia e a biologia poderiam entrar na análise e demonstrar de vez se existe razão para continuar existindo a astrologia ou ser definitivamente desmascarada como uma fraude.


Considerando que a base da astrologia é a indicação de tendências ou mesmo de definição de temperamentos e personalidades com base no dia do nascimento dos indivíduos, não parece ser difícil fazer-se um estudo bem feito, desde que os centros de estudos acadêmicos considerem este assunto de importante impacto na sociedade e passem estudar seriamente o assunto.


Por exemplo, as grandes empresas, os psicólogos que trabalham na identificação do perfil das pessoas, sob o comando de uma Universidade de respeito, poderiam participar entregando seus registros de forma anônima somente com o sexo, região e data de nascimento. Assim se juntariam os sanguíneos, os coléricos, os melancólicos, os fleumáticos, mais os perfis INTx, ENTx, INFx, ENFx, ISTx, ESTx, ISFx, ESFx, de acordo com as análises coletadas de cada indivíduo e classificados pelos seus dados de nascimento.


Desta forma poderia ser verificado se haveriam concentrações de características de pessoas dentro dos períodos de nascimento pesquisados. Veríamos então se existe alguma tendência real dos SIGNOS terem alguma influência real nas características dos seres ou entrarem de vez para a lista das histórias e fantasias de carochinhas.


Em primeira análise a astrologia é um grande engodo, porém e se ela, mesmo sem querer, ter dado um tiro no escuro, apontando para uma outra análise ainda não identificada nem por eles e nem mesmo pelas ciências?


As ciências, tão zelosas de suas posições, deveriam averiguar utilizando seu método já que a discussão aparentemente não interessa à astrologia.