| Fotos: Aceituno Jr. |
Foram dois dias de Sambódromo lotado, tempo firme e muita empolgação. O Carnaval de 2016 de Bauru foi encerrado entre a noite dessa segunda-feira (8) e madrugada desta terça (9) com o desfile de quatro blocos e quatro escolas de samba, que levaram uma variedade de temas à passarela do samba.
Os enredos passaram por homenagens às próprias agremiações, um pedido de socorro pelo Rio Batalha e a exaltação da arte circense, do sonho latino-americano e da luta do negro por igualdade de direitos. Tudo isso embalado pelo ritmo marcante das baterias, o colorido das fantasias - muitas delas luxuosas - e a energia dos foliões.
Segundo estimativa da Polícia Militar, cerca de 27 mil pessoas acompanharam os dois dias de desfile. Já os organizadores estimam público de 45 mil. Além da arquibancada lotada, o titular da Secretaria de Cultura, Elson Reis, aponta o nível técnico e o respectivo investimento na festa como aspectos que consolidam o Carnaval 2016 como o maior da história do Sambódromo, que completou, neste ano, 25 anos. Como a tradição manda, a festa foi aberta pela Realeza do Samba: o Rei Momo Edmar Donizete da Silva, a Rainha do Carnaval Drieli Rodrigues Pereira de Souza, a Rainha da Diversidade Danielly Angell, e o Rei e Rainha da Terceira Idade, Arnaldo Frabetti e Dirce Lúcio de Albuquerque.
Com cerca de 25 minutos de atraso, o bloco Unidos do Jardim Petrópolis abriu os desfiles às 19h55, e foi seguido pelos blocos Pé de Varsa, Estrela do Samba de Tibiriçá e Império da Lagoa do Sapo - este último campeão da categoria especial no ano passado.
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Novo critério
O prefeito Rodrigo Agostinho adiantou que, no Carnaval 2017, a prefeitura adotará um novo critério, como forma de garantir a presença maciça de público nos dois dias de evento. “A escola campeã desfilará no primeiro dia e o segundo lugar, no segundo dia. O restante será definido por sorteio, como ocorre hoje em dia. Já vamos mudar isso no regulamento”, afirma.
Segundo ele, outra mudança que será estudada é extinguir a exigência de ao menos um carro alegórico para os blocos. “Em nenhuma outra cidade existe este tipo de critério. Isso facilitaria a entrada de mais blocos e poderíamos fazer um dia de desfiles só com eles”, analisa.
A apuração dos votos dos 27 jurados que acompanharam os dois dias de desfile no Sambódromo será realizada nessa quarta-feira (10), às 15h, no Centro Cultural
| Aceituno Jr. |
| Presidente e fundador da nova escola, Valmir Negrão: outro conceito de agremiação carnavalesca |
Caprichosos da Sem Limites se prepara para estrear em 2017
Em 2017, o Carnaval de Bauru deverá ganhar uma nova escola de samba. A Caprichosos da Sem Limites.
Fundada em fevereiro de 2015, mas ainda em processo de registro, a agremiação manteve um estande durante os dois dias de desfiles no Sambódromo para se apresentar à imprensa, autoridades e ao público presente.
Novo conceito
Presidente e fundador, Valmir Negrão conta que a intenção é trazer um novo conceito de escola de samba para Bauru, bastante profissionalizado.
“Nosso entendimento é de que cabe mais uma escola bem organizada em Bauru. Já temos a parceria de uma cervejaria, uma série de eventos agendados para arrecadar fundos e também o enredo definido”, conta ele.
E acrescenta: “Não seremos nem melhores, nem piores, apenas diferentes”, comenta ele, que participou da fundação da Acadêmicos da Cartola, na década de 1970.
Blocos tomam o Sambódromo com mais de mil foliões
Com ou sem premiação, grupos levam a sério sem deixar de se divertir na avenida
| Fotos: Aceituno Jr. |
| Eduardo e Maria Sabino, do Unidos do Jardim Petrópolis, fizeram bonito nessa segunda (8) no Sambódromo |
| Fotos: Alex Mita |
| Juarez apresentou seu gingado pelo bloco Unidos do Jardim Petrópolis |
| Passista do Pé de Varsa Nubia caprichou no figurino |
| Animação do bloco Pé de Varsa foi contagiante |
| Com samba no pé, Thaís Alessandra foi aplaudida |
| O bloco Império da Lagoa do Sapo foi o último a encantar o público |
Após a passagem da realeza do samba pelo Sambódromo de Bauru, distribuindo sorrisos e fazendo “selfie” com o público, o bloco Unidos do Jardim Petrópolis, da categoria originalidade, abriu ontem, a última noite de desfiles.
Com o enredo “O tempo não para, são 50 anos de história”, cerca de 100 foliões homenagearam Gilson Carlos Nascimento, presidente do bloco e do time de futebol amador Oriente. “Estou contente e emocionado... 50 anos de vida, 32 deles no Carnaval”, disse pouco antes do desfile.
Cenário de circo
Em seguida, os 600 componentes do bloco especial Pé de Varsa, originado na Vila Falcão há 24 anos, levantaram a plateia com vibração, belas alegorias e um samba que logo pegou.
O enredo “Hoje tem marmelada? Tem sim senhor... Aplausos... O circo Pé de Varsa chegou!” é uma crítica à situação política e social do País, tendo como pano de fundo o ambiente circense. “Falamos das ‘trapalhadas’ dos políticos às mágicas que o brasileiro tem que fazer para sobreviver todo mês até dia 30”, comentou Álvaro Cândido, da harmonia do bloco.
Ele explica que o Pé de Varsa é caracterizado por ser um grupo folião. “Não pretendemos nos tornar uma escola. O pessoal gosta dessa maneira e aqui é um ponto de encontro, com pessoas de várias escolas de samba de Bauru”. De fato, grande parte dos foliões vem de abadá, brincando o Carnaval.
Viva o Rio Batalha!
O segundo bloco da categoria especial a desfilar, o Estrela do Samba de Tibiriçá, apresentou o enredo “Batalha para conservar”, sobre a importância de preservar o Rio Batalha, e também empolgou. Puxando o samba-enredo, quatro mulheres, lideradas por Rosângela Cosmo. Na última ala, foliões distribuíam mudas de plantas.
O grupo reúne 250 foliões de várias cidades da região, incluindo indígenas, mas a maioria é de Tibiriçá, assim como o casal de fundadores, José Cosmo, o Baté, de 87 anos, e Irene, de 78 anos, que desfilam no carro alegórico e nem por isso menos animados. Este mês eles completam 60 anos de casados; de folia são quase 35 anos, já que começaram com o bloco Vai quem quer. “O Carnaval é muito bom, a gente não vê a hora de chegar! A casa fica bagunçada, mas depois arruma”, conforma-se dona Irene. O segredo de tanto amor, vitalidade e alegria está na ponta da língua: “o Carnaval, é claro!”, confirma o marido.
Festas populares
O bloco vencedor do ano passado, Império da Lagoa do Sapo, também da Vila Falcão, veio com novidades: maior número de componentes, pouco mais de 300, e mais alegorias. “É uma revolução para nós”, disse o presidente, Carlos Eduardo Prado. Mara, a mãe dele, contou que a família toda desfila. “Começamos junto com o bloco (fundado em 2012) e agora a gente ama o Carnaval!”.
O enredo “De Maracatu a Sapucaí. Minha festa começa aqui”, fez uma viagem pelas festas populares, exaltando o Carnaval. Em tripés, três bonecos de Olinda lembraram um dos carnavais mais famosos do Brasil, já o Olodum foi representado pela bateria. Uma ala veio caracterizada de Bumba Meu Boi e outra de dançarinos de frevo. Se a comissão de frente trouxe o Maracatu, o último carro alegórico só poderia vir com uma réplica dos arcos da Marquês de Sapucaí, a passarela do samba no Rio de Janeiro.
Gasparini recebe Carnaval Popular nesta terça-feira
Evento foi transferido após chuva de domingo; a festa continuará no Octávio Rasi
Por Marcele Tonelli
A chuva do último domingo (7) motivou transferência do Carnaval Popular de Bauru que, neste ano, acontecerá em dois bairros da cidade. O evento no Núcleo Gasparini, que foi cancelado anteontem, deve ocorrer nesta terça-feira (9) às 19h30 no mesmo local, rua dos Lavradores, entre as quadras 03 e 04. Já a festa no Núcleo Octávio Rasi, que seria realizada hoje, irá ocorrer às 18h30 do próximo domingo, dia 14 de fevereiro, na rua Guilherme Turini, quadra 1.
O secretário de Cultura do município, Elson Reis, afirma que a transferência foi em acordo com a Associação de Moradores de ambos bairros e necessária por questões de segurança. “O equipamento de som ficou molhado. Para que não houvesse nova locação de palco e som, deixamos a estrutura montada no Gasparini e transferimos o do Octávio Rasi também”, explica.
A Banda Mel e Pimenta, que é esperada para a animação nos dois bairros, chegou a passar o som no Gaparini no domingo (7), e aguardou até que a chuva passasse, mas o cancelamento foi inevitável, já que o palco também estava molhado.
A realização do Carnaval Popular é da Prefeitura Municipal de Bauru, por meio das Secretarias de Cultura e de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Renda.