10 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

O triste fim da Oficina Cultural

Denise Berriel Joaquim Taveira
| Tempo de leitura: 1 min

Sala de balé transformada em sala de julgamento de presos em flagrante. Este é o triste fim da Oficina Cultural de Bauru. Agora é fato: o prédio da rua Amazonas abrigará o Departamento Estadual de Inquéritos Estaduais, Deipo. Confesso que até ler a recente matéria no JC sobre o assunto, mantinha esperança do retorno da oficina para Bauru, assim que terminada a reforma... Que ingenuidade a minha, não é mesmo?


A unidade do Deipo instalada aqui em Bauru é a primeira do interior de São Paulo. Vale lembrar que a Oficina Cultural de Bauru também foi pioneira e era a mais antiga do Estado, com quase 25 anos de existência. O prédio que a abrigava, próprio, passava por reforma, inclusive com aditamento aprovado pouco antes de seu fechamento, num total de mais de R$ 5 milhões. Reforma terminada, agora inicia-se nova reforma para adequar o prédio ao seu novo propósito. Quanto será que vai custar esta nova reforma? Quem vai pagar? Nós, contribuintes, imagino.


Outra coisa que me chamou a atenção na matéria do JC  foi ler que as tratativas para a instalação do Deipo tiveram o total apoio do deputado Pedro Tobias. Mas o deputado não estava negociando com o governador o retorno da Oficina para Bauru? Fiquei sem entender.


O pior de tudo é constatar que  Bauru é apenas um pequeno exemplo de um país que negligencia a educação. Enquanto nossos ilustres representantes não entenderem isso, estaremos fadados a substituir cultura por sistema prisional.