11 de julho de 2026
Esportes

Bach diz que nenhum País pretende se ausentar da Rio-2016 por causa do zika vírus

Estadão Conteúdo
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O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), o alemão Thomas Bach, voltou a rejeitar as especulações de que os Jogos do Rio-2016 possam ser desfalcados por conta da epidemia do vírus zika. Nesta sexta-feira, antes da abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude, em Lillehammer, na Noruega, o dirigente máximo do movimento olímpico garantiu que não existe risco de boicote ao Rio.

"Não existe a intenção de nenhum comitê olímpico nacional de desistir dos Jogos Olímpicos do Rio. Isso não exclui que estamos levando a situação de forma muito séria", disse Bach aos jornalistas.

O presidente do COI ainda garantiu que a entidade tem "plena confiança nas muitas ações que estão sendo tomada pelas autoridades brasileiras e internacionais e pelas organizações de saúde". "Estamos muito confiantes de que os atletas e os espectadores vão encontrar condições seguras no Rio".

Nos últimos dias, a imprensa internacional tem publicado depoimentos de atletas demonstrando preocupação com a epidemia do vírus zika, que, até o que se sabe até agora, pode causar o nascimento de bebês com microcefalia. Por isso, as mulheres grávidas ou que pretendem engravidar foram o principal grupo de risco.

Entre as atletas que demonstraram preocupação com a epidemia de zika, que afeta mais Pernambuco do que o Rio, está a goleira da seleção norte-americana de futebol, Hope Solo, que disse que, se a Olimpíada fosse hoje, não viria ao Rio. Os Jogos, entretanto, serão em agosto, inverno no Brasil, quando a proliferação do mosquito transmissor, o mesmo da dengue, é muito menor.

"A Organização Mundial de Saúde não recomendou que não se viaje ao Brasil. Todos os especialistas concordam que as temperaturas no inverno brasileiro, quando os Jogos vão acontecer, vão proporcionar uma situação muito diferente", completou Bach.

Um dia antes, na quinta-feira, o diretor médico do COI, Richard Budgett, concedeu entrevista à agência de notícias The Associated Press que "tudo que poderia ser feito estão sendo feito" para contar o zika.

NO RIO - No evento de entrega das obras do Parque Aquático Maria Lenk, nesta sexta-feira, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, minimizou a preocupação que o vírus zika vem causando em atletas e entidades do esporte mundial, às vésperas da Olimpíada. E comparou a doença com a dengue e a gripe.

"Primeiro tem um fato que é o desconhecimento em reação ao vírus zika. Temos muito mais casos de dengue. E o período da Olimpíada é um período em que o mosquito não está procriando, é uma situação muito melhor, mesmo em anos de epidemia. É um período mais seco, menos quente", afirmou Eduardo Paes.

"Mas cabe tomar as precauções devidas, dar as explicações devidas, mostrar que estamos fazendo de tudo pra evitar qualquer perigo para qualquer atleta ou visitante. Só acho que há um certo exagero, morre muito mais gente de gripe ou dengue do que zika. Tem que tratar do tema, não quero minimizar, mas não é um tema olímpico, é um tema do Brasil. E assusta mais pelo desconhecimento", declarou.