08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Cuméquié?

Engenheiro Odir Gil de Souza
| Tempo de leitura: 1 min

A prefeitura paga R$ 214,00 por mil litros de chorume retirado da lagoa do aterro sanitário, gastando R$ 300 mil/mês, segundo informações neste jornal, no dia 29/01/2016. Fazendo os cálculos, são R$ 3,2 milhões gastos durante o ano com a empresa que realiza o trabalho. Ora, agora fica fácil entender por que não há dinheiro para a educação, saúde, serviços viários etc. O dinheiro vai para o ralo, ou melhor, para o lixo. Dá para entender que para os grupos que controlam tais serviços não há vontade e nem interesse para resolver o problema, pois é muito mais tranquilo achar uma solução fácil, que produza algum retorno financeiro para os envolvidos, do que tentar buscar soluções criativas e menos caras aos cofres públicos.

Ora, sabe-se que o chorume vem da decomposição do lixo orgânico, portanto, basta vontade política, interesse e disposição para solucionar o problema. Gostaria de colaborar com uma possível solução para este problema, e, o que é melhor, de graça, sem precisar receber nenhuma consultoria milionária para isso:

1-A prefeitura deveria obrigar os munícipes a separar o lixo reciclável e exercer vigilância sobre o cumprimento dessa ordem. 2-Deveriam ser criadas várias usinas regionais de processamento de lixo, oportunizando mais empregos e, consequentemente, reduzindo a pobreza.

Garanto que o custo da solução proposta seria infinitamente menor que o da retirada do chorume. Com o processamento do lixo, o chorume tem uma redução de, pelo menos, 60% em seu volume, o que significa uma redução de R$ 180 mil/mês

Administrar bem e, acima de tudo, gastar bem e cortar gastos desnecessários são deveres daqueles que cuidam da “res’ pública. O senhor prefeito, como ambientalista, entende melhor que eu do assunto. Portanto, que tal enfrentar este desafio?