Há 3 anos atrás, ao visitar minha idosa mãe em Bauru, e preocupado com a possibilidade de ela levar uma segunda picada do mosquito da dengue, resolvi combater possíveis focos. Após a família ter feito uma severa faxina em sua casa, com retiradas de vasos, etc, constatei que na rua de sua casa havia 3 possíveis focos: 2 terrenos abandonados e 1 casa sem moradores há pelo menos 10 anos. Resolvi falar pessoalmente com os donos e convenci a minha mãe a vir junto na primeira conversa, já que o terreno com um matagal era de propriedade de uma antiga conhecida dela.
A conversa foi amistosa e ficamos na expectativa de que rendesse frutos, a ponto da proprietária providenciar uma limpeza no terreno. Voltei para São Paulo e na semana seguinte liguei para minha mãe, que, aborrecida, me pediu para “não mais incomodar” os seus vizinhos. Motivo: o pedreiro contratado por minha mãe para uma pequena reforma nos fundos da casa jogou os entulhos nesse terreno abandonado. A ex-vizinha, junto com a família, visitou a minha mãe e, cheios de direitos, lhe falaram várias coisas desagradáveis.
Resultado: os terrenos e a casa continuam lá do mesmo jeito, não só como foco de dengue, mas agora também de Zika e Chikungunya. Proposta aos vereadores: peço que estudem a possibilidade de multar terrenos urbanos e casas abandonados, até que eles estejam dentro dos procedimentos para evitar a proliferação desse maldito mosquito.