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| Luís Henrique Rafael explica o que o levou a protocolar a medida |
O Ministério Público do Trabalho (MPT) decidiu ingressar com ação para requerer a extinção dos contratos de trabalhos dos cerca de 200 funcionários da fábrica de baterias Ajax que ainda permaneciam vinculados à empresa. Em fevereiro do ano passado, a 4ª Vara do Trabalho de Bauru, também a pedido do MPT, já havia determinado a rescisão dos contratos, mas parte dos trabalhadores preferiu não integrar a lista de beneficiados.
“Eles tinham esperança de que a empresa voltasse a funcionar, até porque muitas reuniões com credores foram realizadas para buscar um acordo, o que alimentou esta expectativa. Mas, infelizmente, não houve avanço neste sentido”, observa o procurador do MPT Luís Henrique Rafael, destacando que protocolou a medida judicial a pedido dos funcionários.
Caso a Justiça acatar o novo pedido, eles terão condições de sacar, assim que derem baixa na carteira de trabalho, os valores do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e o seguro-desemprego. Segundo Rafael, a ação requer a extinção dos contratos retroativa a 14 de outubro de 2015, quando a Justiça decretou a falência da Ajax, que está com atividades paralisadas desde janeiro do ano passado.