Muito mais que anúncios e propagandas, o conceito de sustentabilidade vai além de umas simples rotulações estampadas nas marcas empresariais e produtos. O conceito está arraigado nas políticas corporativas e na forma de administração dos empreendimentos empresariais e na configuração que essas políticas são praticadas com seus diferentes públicos.
O verdadeiro conceito da sustentabilidade está tecnicamente pautado na forma perene e transparente dos métodos de administração e como as empresas lidam com as questões sociais e ambientais na tabulação dos seu negócios. Para entendermos como a sustentabilidade age na valorização das marcas e produtos, vamos destacar algumas particularidades presentes nessas políticas corporativas.
Empresas modernas são aquelas que desenvolvem recursos, produtos e políticas fora dos padrões conservadores do século passado, os métodos contemporâneos de administração e produção são pautados no relacionamento estreito com seus “stakeholders”.
É comprovado que as empresas que mais crescem são aquelas com metodologias modernas de administração, que compartilham sua missão, seus valores e objetivos com seus colaboradores e públicos externos. Essas organizações costumam não sentir efeitos de crises, as perdas de produção são minimizadas e sempre maximizam lucros.
Companhias que valorizam os colaboradores, respeitan o meio ambiente e investem no social são bem aceitas pelas comunidades, são bem concorridas para desenvolver carreiras profissionais e são reconhecidas por todos da sociedade. Elas geralmente nem precisam dizer em anúncios que são sustentáveis, os próprios colaboradores e as comunidades do entorno se encarregam de defender a marca.
Na teoria e nas páginas de anúncios, a sustentabilidade é um termo mercadológico muito atraente, mas é na prática, dentro dos sistemas de produção, das políticas de administração e nos relacionamentos, que conhecemos os verdadeiros praticantes da sustentabilidade.
Não há sustentabilidade corporativa sem lideranças flexíveis, sem colaboradores empenhados na operacionalização dos processos e sem uma administração aberta às novas tendências de gestão.
O autor é especialista em Sustentabilidade e colaborador do JC