10 de julho de 2026
Regional

Municípios criam salas de situação de combate ao Aedes aegypti


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Igor Medeiros/Divulgação
Valdinei Campanucci explica ciclo de transmissão da dengue

As prefeituras de Botucatu, Dois Córregos e Bariri implantaram salas de situação de combate ao mosquito Aedes aegypti. Trata-se de uma articulação de grupos da sociedade civil como poder público, iniciativa privada, forças de segurança, organizações não governamentais e associações, entre outros, que busca gerenciar e monitorar ações estratégicas e permanentes de combate ao mosquito.

Em Botucatu (100 quilômetros de Bauru) na última quarta-feira foi a primeira reunião para formação da sala. Neste primeiro encontro, além de servidores da própria Secretaria Municipal de Saúde, participaram representantes das secretarias de Educação, Meio Ambiente, Assistência Social, Desenvolvimento, subprefeituras (Rubião Júnior, Vitoriana e César Neto), Fundo Social, Fundação UNI, Grupos de Vigilâncias Epidemiológica e Sanitária do Estado, Samu 192, Sabesp, União ACE/CDL, Instituto de Biociência (IB) da Unesp, Superintendência de Controle de Endemias do Estado de São Paulo (Sucen), Polícia Civil, entre outros. 

Na oportunidade os presentes puderam acompanhar explanações detalhadas de Valdinei Campanucci, supervisor de serviços de Saúde Ambiental e Animal e Rodrigo Iais, diretor do Departamento em Planejamento em Serviços de Saúde, sobre a proliferação do mosquito e avanço das arboviroses pelo mundo.

De acordo com a Vigilância Ambiental em Saúde, somente em 2016, Botucatu já registrou 22 casos positivos de dengue: sete importados – região norte (3), sul (1), oeste (1) e Centro (2); e 15 autóctones – região norte (3), sul (4), leste (1), Centro (7). No início do ano também foi confirmado o primeiro caso de zika vírus no município, importado do Mato Grosso. No entanto, Botucatu nunca registrou uma morte sequer relacionada a estas arboviroses.

Em Dois Córregos, a  “Sala da Dengue” é um novo espaço implantado pelo Departamento de Saúde em parceria com a Defesa Civil, Polícia Militar e outros segmentos da sociedade. As reuniões serão realizadas todas as segundas-feiras, sempre às 14h, no Departamento de Saúde. Criado a pedido do prefeito Chico Telles, o espaço tem como objetivo discutir as ações que serão desenvolvidas e as estratégias de ação para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti. Até o momento a cidade não registrou casos de dengue, zika vírus e nem de chikungunya.

Em Bariri, o Setor de Vigilância Epidemiológica - Controle de Vetores em parceria Defesa Civil realizou na Sala de Licitações, a primeira reunião ordinária da Sala de Situação Municipal da Dengue.

As reuniões continuarão acontecendo mensalmente a fim de mostrar a todos o trabalho realizado contra o mosquito Aedes aegypti e as ações de mobilização e conscientização da sociedade civil. A próxima reunião da sala, acontecerá no  dia 22 de março.

Bariri continua dentro do nível de densidade larvária preconizado pelo Ministério da Saúde. A avaliação apontou que o município registra o índice de densidade larvária 0,5 – ou seja, aproximadamente apenas uma a cada 800 casas visitadas possuía larvas do Aedes aegypti. Os dados foram coletados pela equipe de Controle Vetorial da Diretoria de Saúde do Município de Bariri na primeira quinzena de outubro 2015. Foram vistoriadas, 842 residências.