| Valter Campanato/Agência Brasil |
| Paulo Skaf: “Não será com aumento de impostos que se conseguirá reverter esse quadro” |
No momento em que o cenário político do Brasil “ferve”, Paulo Skaf, em visita à região desde essa quinta-feira (3), também teceu críticas à situação atual. Os dados do PIB, divulgados pelo IBGE neste mesmo dia, apontam que a economia brasileira encolheu 3,8% em 2015: a indústria em geral sofreu queda de 6,2%, a de transformação caiu 9,7% e os serviços, 2,7%.
“A crise política brasileira gera falta de confiança das empresas e das famílias não no Brasil, mas sim no governo. Por isso, em 2015, o investimento caiu 14% e o consumo 4%, disparando um ciclo vicioso de redução de consumo e investimento, de redução do emprego e queda desastrosa do PIB”, diz Skaf, que é presidente do Centro e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – Fiesp e Ciesp, Sesi-SP e Senai-SP.
Neste mesmo ano, segundo o FMI, a economia mundial cresceu 3%, sendo 4% nos países emergentes e 1,9% nos desenvolvidos. A América Latina, exceto o Brasil, cresceu 1,4%. Skaf afirma que está muito claro, portanto, que o encolhimento da economia brasileira não pode ser atribuído ao contexto internacional, pois se deve aos erros cometidos nas decisões políticas e na condução da economia.
“É preciso resolver a crise política e tomar as medidas econômicas necessárias para que a economia entre num ciclo virtuoso de crescimento do consumo, de investimento, de emprego e de renda”, alerta Skaf. Ainda segundo ele, sem mudanças na política e na economia que levem à recuperação da confiança, as coisas devem continuar na mesma este ano: os dados disponíveis apontam para novo encolhimento do PIB da ordem de 3,3%“.
“Não será com aumento de impostos que se conseguirá reverter esse quadro. Só vai produzir mais recessão e mais inflação”, conclui Paulo Skaf.
Na região
Como citado, Skaf chegou nessa quinta na região. Esteve em Jaú, Igaraçu do Tietê e Pederneiras. A agenda envolveu uma série de atividades, entre elas o lançamento da campanha “Não Vou Pagar o Pato”. Um pato inflável de 5 metros, símbolo da campanha contra a elevação dos impostos e a CPMF.
De acordo com Skaf, “não podemos aceitar que o governo coloque a CPMF goela abaixo dos brasileiros dividindo o custo de sua incompetência com todos aqueles que acreditam no Brasil”. Nesta sexta-feira (4), Skaf traz a campanha para Bauru (leia mais abaixo) e depois parte para Agudos, Borebi e Macatuba, onde renovará outros convênios e parcerias.
Agenda em Bauru
| Malavolta Jr./JC Imagens |
| Pato inflável de 5 metros, símbolo da campanha, estará hoje na Praça Rui Barbosa |
Em Bauru, a agenda de Skaf começa às 10h de hoje, no Centro de Atividades Sesi Rafael Noschese. As atletas olímpicas Fabiana e Jaqueline realizam palestra motivacional com a equipe de judô sediada em Bauru, que inclui 46 atletas de alta performance, 76 no treinamento esportivo e 83 alunos do Programa Sesi-SP Atleta do Futuro (PAF).
À noite, às 21h30, a equipe de vôlei feminina do Sesi-SP disputa a Superliga com o time Concilig Vôlei Bauru no Ginásio Panela de Pressão. A entrada é franca.
Skaf assinará, às 11h, no Ciesp de Bauru, a renovação do PAF, que atenderá 760 alunos com a prática de futsal, natação e judô.
Logo após, ele participa do encerramento do Seminário de Gestão em Tempos de Crise, uma parceria do Ciesp com o Sebrae-SP. O encontro abordará dicas e soluções de marketing e finanças com o objetivo de ajudar os empresários a alavancar a empresa nesse momento de crise.
A população bauruense poderá assinar a campanha “Não Vou Pagar o Pato”, na Praça Rui Barbosa. O lançamento será às 13h, com a presença do líder empresarial.