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| Nesse domingo (6) à tarde, os taques já estavam cheios |
O domingo foi de torneiras secas para parte dos moradores de Bauru. O abastecimento foi interrompido porque os floculadores, decantadores e filtros da Estação de Tratamento de Água (ETA) passaram por avaliações estruturais.
O JC recebeu reclamações de moradores durante todo o domingo, principalmente de residentes da região central, Bela Vista e Vila Dutra.
Segundo a assessoria de imprensa do DAE, o corte no abastecimento atingiria a região central, zona sul (Altos da Cidade), zona oeste (Vilas Falcão e Industrial) e zona noroeste (Jardins Bela Vista e Ouro Verde). Já o abastecimento normal se daria durante a madrugada desta segunda-feira (7).
Na região central, a normalização pode demorar um pouco mais, já que a água vai primeiro para o reservatório da Praça Portugal e depois para o reservatório da sede, de acordo com informações do departamento, que ainda contabilizou 16 pedidos de caminhão-pipa feitos pelo serviço de 0800 nesse domingo. Todos atendidos, segundo o DAE.
Os trabalhos tiveram início a partir das 12h do sábado e seguiram até às 16h30 do mesmo dia. As ações fizeram parte das visitas de inspeção realizadas pela Hidrosan Engenharia, empresa vencedora da licitação para elaborar o projeto executivo de recuperação e modernização da ETA rio Batalha. A avaliação, inédita no município, visa estimar o grau de comprometimento estrutural e operacional dos tanques da ETA.
Para realização dos serviços, foi necessário executar a paralisação, drenagem e limpeza de parte dessas Unidades, o que provocou a redução da vazão da ETA de 550 litros por segundo para 255 litros por segundo, abastecimento que estaria normalizado até a meia de noite de domingo.
1.º relatório entregue
A Hidrosan apresentou ao DAE o 1.º relatório do projeto. Foram avaliados e discutidos dados operacionais da estação e de qualidade da água bruta do rio Batalha, os resultados da visita de inspeção da ETA e análises dos projetos e estudos existentes.
Apesar dos problemas estruturais e operacionais da ETA, o estudo mostrou que a água produzida e distribuída está em conformidade com o padrão de potabilidade definido pelo Ministério da Saúde. No prazo de 12 meses, a empresa ainda deverá entregar relatórios sobre ensaios hidrodinâmicos e estudo de tratabilidade, avaliação do estado de conservação das estruturas e instalações elétricas existentes, concepção da reforma das unidades de tratamento e implantação do sistema de tratamento dos resíduos, projetos executivos estrutural, elétrico e de automação e cronograma de execução.