09 de julho de 2026
Geral

Sem dinheiro para reforma geral, PSC prioriza ala para radiologia

Marcus Liborio
| Tempo de leitura: 2 min

Quioshi Goto
Área para radiologia será construída no estacionamento dos funcionários, entre o PSC e o Base

Desde 2011, o poder público vem prometendo reforma geral nas instalações do Pronto-Socorro Central (PSC) de Bauru. Para colocar a obra em prática, estima-se gastar até R$ 8 milhões. Com a recessão econômica, entretanto, “o projeto foi se mostrando inviável”, admite o secretário municipal de Saúde, Fernando Monti. De acordo com ele, foi necessária uma reprogramação da obra, que priorizará, por enquanto, a construção de uma ala destinada à realização de diagnóstico por imagem.

O novo setor de radiologia abrangerá 362,51 metros quadrados e deve ser construído no estacionamento dos funcionários (parte de trás da unidade), entre o PSC e o Hospital de Base (HB). Monti explica que a Secretaria de Saúde recebeu emendas parlamentares totalizando R$ 750 mil (sendo R$ 500 mil do então deputado federal Cândido Vaccarezza e mais R$ 250 mil do ex-deputado federal Francisco Chagas).  

“A ideia era usar o recurso na reforma como um todo, mas conforme foi ficando cada vez mais difícil de executá-la em razão da dificuldade econômica, tivemos que reprogramar a obra e ‘recortar’ um pedaço dela”. A readequação do projeto, feita pela Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan), foi concluída no final de 2015, mas a obra só poderá ser iniciada após regularização de documentos junto ao Estado.

Burocracia

“Em função da liberação do recurso, será preciso fazer a licitação da obra, mas uma das documentações exigida é o registro de imóveis. Como o Pronto-Socorro está construído no complexo do Hospital de Base, o termo de propriedade é do Estado. Agora, está sendo solicitada autorização para realizar a reforma”, explica o secretário Fernando Monti.

“O (Hospital de) Base fazia uma parte de radiologia para nós, mas existe acordo com o Estado e já assumimos esse serviço, transferindo-o para as UPAs (Unidades de Pronto-Atendimento), que ficaram, inclusive, mais aparelhadas que o Pronto-Socorro. No entanto, o PS precisa de uma área de diagnóstico e, por isso, colocamos como prioridade a construção dessa ala”.

‘Não é uma troca’

Segundo o secretário, a implantação da área de diagnóstico no PSC não significa que a reforma geral da unidade tenha sido descartada. “Não é uma troca. Tanto é que o ajuste no projeto demorou alguns meses. A adaptação faz parte da reforma como um todo, que pode ser conduzida posteriormente”, finaliza Fernando Monti.

João Rosan/JC Imagens
Sabbag destaca que construção de ala acabará com transtornos no transporte de pacientes para outras unidades 

Transtornos

Diretor do Departamento de Urgência e Emergência da Secretaria de Saúde, Luiz Antônio Sabbag, observa que a falta de ala para diagnóstico por meio de radiologia e ultrassonografia no Pronto-Socorro Central gera transtornos tanto para funcionários quanto para pacientes.

“A construção desse novo setor vem agregar valor ao atendimento, pois os exames são feitos em UPAs e, para transportar os pacientes, temos que mobilizar ambulâncias, que já têm outras demandas”, exemplifica Sabbag.