08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Mais Mulher

Catarina Carvalho
| Tempo de leitura: 2 min

Nesse pré-momento político, venho como cidadã ativa, hoje observadora do quadro dos futuros candidatos a prefeito, e neste dia 8 de Março, dedicado à Mulher, expor meu pensamento, bem analisado e sem interesse algum em favores ou cargos políticos. Sei bem a hora de parar como candidata, mas não paro nunca de analisar o cenário e os imbroglios da amada e ditosa terrinha de Bauru.


Na minha opinião, os candidatos que têm grandes chances e merecem pela história que escreveram, abraçarem a vida árida da política são: Darlene Tendolo, Telma Gobbi, empresário Toninho Gimenez, doutor Raul de Paula e doutor Paulo Eduardo de Souza. Desculpe-me, o Gazzetta pode ser incluído nesta lista, apesar de que cada eleição tem a sua história. Esses nomes poderiam dar continuidade ao trabalho iniciado no remoto passado pelo ex-prefeito, ex-deputado federal e empresário de nomeada, engenheiro Alcides Franciscato, e agora o gigante probo Rodrigo Agostinho.


Mas sou mulher e nesse gênero faço uma assertiva incontestável! O preconceito está cada dia mais forte na época eleitoreira em relação à mulher. E os homens criados numa cultura machista só pensam em si mesmos e não no meu ditoso torrão. Eles querem tudo para eles! E tem mais, se o homem pré-candidato for homoafetivo, leva vantagens, pois os pares e o povo mais próximo têm grandes receios em esbarrar na lei. Se a mulher, no entanto, assumir que é homoafetiva, também ela despenca como uma fruta podre caída do pé, empurrada por alguma jararaca.


Entendam, dois pesos e uma medida para a mesma situação fática. Todos os homens e mulheres que querem se candidatar já deram provas de grandes trabalhos por Bauru. Mas não basta. Precisa ter envergadura e resiliência. Valores que Darlene e Telma conhecem de sobra. Veja o cenário brasileiro que acabou ficando com dois grandes corruptos, Lula/Dilma – Dilma/Lula, e nós brasileiros estamos cada dia mais pobres, diminuindo até o tamanho da sacola do mercado.


Estou escrevendo porque Bauru pode conferir o imenso legado que eu deixei para os menos favorecidos pela sorte em geral: desfavelamento, deficientes mentais, educação. Não sou só dos pobres; trabalhei para os intelectuais da cidade, haja vista o Objetivo do Duda Trevizani, Diretoria Regional de Ensino. Fui para Cuba lutar pelas mulheres, com verba própria e vestida de Bandeira Nacional. Representei Bauru em Istambul, na Turquia, em 1996, na Conferência do Habitat II, discursando sobre a miséria e soluções. A Dilma nem o Lula estiveram lá, apenas a ex-primeira dama Ruth Cardoso, esposa do então presidente doutor Fernando Henrique Cardoso.


“Enquanto houver mulheres alegres falando, florando, fluindo e influindo de amor, a humanidade pode ter esperança”. (Arthur da Távola).