| Fotos: Malavolta Jr. |
| Nessa terça (8), os bombeiros procuraram pelo corpo do pedreiro Ulisses César Fidencio (no detalhe) por quase sete horas e, nesta quarta (9), darão continuidade à busca |
| Irmão da vítima, Wagner Fidencio conta que Ulisses sabia nadar |
Uma camiseta, um boné e um chinelo. Esses foram os objetos que o pedreiro Ulisses César Fidencio, 40 anos, deixou para trás ao mergulhar no Rio Batalha, em Bauru, no final da tarde da última segunda-feira (7). Desde então, ele desapareceu e a família acompanha a busca pelo seu corpo, que ainda não foi encontrado. Hoje, os bombeiros darão continuidade à procura. Há 23 dias, uma família morreu afogada em um afluente do mesmo rio.
O amigo de Ulisses, o pedreiro Carlos Eduardo Nunes, 41 anos, estava com a vítima pouco antes de ela entrar na água. “Nós viemos pescar e ele bebeu pinga. Do nada, ele pulou no rio e começou a nadar. Eu saí do local onde estávamos para vestir uma calça e, quando retornei, não o vi mais. Não deu nem 10 minutos e ele desapareceu. Eu chamei, mas não tive retorno e decidi procurar a polícia”, narra.
Os dois pescavam na ponte do Matosinho, que fica perto da rodovia Bauru-Marília. Já o irmão da vítima, o pedreiro Wagner Roberto Fidencio, 39 anos, conta que Ulisses sabia nadar e já o fez no trecho onde desapareceu.
Pelo visto, a ingestão de álcool prejudicou a vítima, conforme aponta o 1.º tenente do Corpo de Bombeiros, Victor Felix Tozi Bomfim. “Quando a pessoa bebe, sua fisiologia fica diferente e não tem ideia da maneira que irá reagir”.
Outro problema envolvendo o álcool, segundo o tenente, é o fato de que a pessoa acaba criando coragem para se aventurar. “Esse rio é curto, mas tem uns buracos de quatro a cinco metros de profundidade, além da correnteza. Embaixo, tem galhos de árvores, ou seja, vários enroscos. Diante disso, se a pessoa não souber se manter tranquila na água, pode se afogar e acredito que foi isso que aconteceu com Ulisses”, argumenta.
23 dias antes...
Pai, três filhos adolescentes e o namorado de uma das jovens morreram afogados em um riacho, afluente do Rio Batalha, no bairro Rio Verde, no último dia 14. Conforme o JC noticiou, a principal suspeita era de que um dos familiares tenha se afogado e os demais morreram ao saltar no rio, em sucessivas e frustradas tentativas de resgate.
Segundo parentes, nenhum dos banhistas sabia nadar e não havia mais ninguém no local. Lá, morreram Newton Mello Avante, 44 anos, os filhos Natalia Gabriela dos Santos Avante, 17 anos, Thallyson Natan dos Santos Avante, 17 anos e Nataliely Mariana dos Santos Avante, 13 anos, além do namorado de Natalia, Luick dos Santos Claro, 15 anos.
O riacho, de cerca de 20 metros de diâmetro e águas calmas, fica próximo à estrada municipal Murilo Villaça Maringoni, a 12 quilômetros do Aeroporto Moussa Tobias. Na ocasião, o JC apurou que a família frequentava o local, que fica ao lado de uma curta cachoeira e perto da propriedade rural em que as vítimas viviam.